todos ainda iguais aos mortos recentes
mas cobertos das cicatrizes
colhidas nas seivas dos ramos molhados de sangue
na alta lua esgarçada das vigílias
no último eco mortífero e vibrante (...)
Do "poema dos jovens conscientes", escrito em Pemba, Moçambique, no ano de 1970.

Fonte: Fundação Colouste Gulbenkian
