sábado, 2 de maio de 2009

Skinheads em versão brasileira

Skinheads suspeitos de participarem do assassinato do líder do grupo no Paraná
Imagem da Gazeta do Povo

Na madrugada de 21 de Abril, um casal de namorados, universitários, foi morto a tiros na região metropolitana de Curitiba. Ele líder regional do Paraná, Brasil, de um movimento neo-nazista, havia organizado um encontro de skinheads em Curitiba, onde residia, para se festejar o aniversário de Adolf Hitler a 20 de Abril.
Apareceram logo em vários sites neo-nazistas pelo mundo mensagens de apoio e de idolatração aos novos “heróis” mortos e pedindo justiça, pois afinal tinham assassinado duas pessoas apenas por sua visão política, um assassinato por ódio.
A mídia curitibana dá espaço para se falar da personalidade pacata da universitária que foi morta e da provável intelectualidade e inteligência do rapaz morto...
O que se pode esperar é que a mídia mostre que não pode haver inteligência onde se defenda o racismo e o preconceito de qualquer natureza. É preciso alertar que o ser pacato pode até parecer sinônimo de ingenuidade, mas também de estratégia.
Sinto muito pelas famílias envolvidas, que muito possivelmente nem estivessem em sintonia com que os filhos estavam envolvidos.
Agora há que, como os amigos das vítimas pediram, esperar que aconteça justiça, e que começando pelo seu grupo, das vítimas e dos tais amigos, se identifique os criminosos; tanto dos que fazem sangrar ou induzem a tal, tanto dos que cometem crimes sociais como a discriminação racial, sexual e social. Afinal, como já se apontava, quem matou o casal foram próprios skinheads, da liderança nacional, preocupados com a nova liderança que se formava em Curitiba.

Para ler sobre este crime, acesse aqui e aqui.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Gripe A



Israel, através do seu ministro e deputado Yakov Litzman do partido ultra-religioso do judaísmo Torah, propôs que no seu país a gripe suína fosse chamada de gripe mexicana por ser a carne suína considerada impura pela religião judaica.
O governo mexicano manifestou-se e formalizou o descontentamento com esta proposta israelense e estes voltaram atrás.
A OMS, dizem que por pressões, acabou oficializando a mudança do nome da gripe suína para gripe A, mas vários países acabaram por adotar a proposta israelense.
Torço para que o Litzman já tenha se lembrado de solicitar verbas para combaterem a gripe A em Israel e que não tenha nenhum papel na decisão do Egito de mandarem matar os 300 mil porcos daquele país.

Que não chores na Espanha

Foto do site Grande Prémio

Sempre fui, e ainda sou, torcedor do Rubens Barrichello. Tenho o mesmo como um boa praça e um ótimo piloto, comprovadamente um dos melhores acertadores de carros do circo da F1. Esta última característica foi comprovada mais uma vez quando Ross Brawn decidiu manter o mesmo em ação na antiga Honda e nova equipe Brawn para garantir o desenvolvimento do seu carro pouco trabalhado no período de testes. Inclusive tenho-o como um dos concorrentes ao título deste ano e torço para que esta possibilidade se concretize.
Mas o estilo chorão, conhecido desde os tempos de menino quando corria de kart, estraga a sua imagem, e pessoalmente irrita-me, e alimenta as brincadeiras dos seus próprios compatriotas em relação a qualquer dificuldade em conseguir títulos ou vitórias, ainda que estes saibam que muitas das vezes ele esteve em desvantagem técnica em relação aos concorrentes, inclusive companheiros de equipe como por exemplo na “Ferrari – Schumacher”.
No GP de Bahrein, Rubens ao voltar de umas das paradas de boxes voltou atrás da Willians do Nelsinho Piquet, e este que legitimamente e de forma leal lutava para manter a sua posição, ainda que com um carro inferior e por isso atingindo velocidades inferiores ao que a Brawn naquele momento tinha de potencial, fez Rubinho se irritar e gesticular como se Piquet tivesse a obrigação de lhe estender um tapete vermelho e lhe dar passagem. Ainda esta semana, em entrevista, continuou reclamando da postura do compatriota e culpando-o por ter perdido tempo e por isso não ter conseguido uma melhor posição na corrida. Sem sentido, Rubinho!!!
Barrichello é ainda um dos melhores em ação, não precisa que lhe facilitem a vida e nem procurar justificativas. Tem que fazer o que fez ao cravar a faca nos dentes e executar a ultrapassagem, colocando para isso a sua baratinha de lado e depois então ir embora.
Na Espanha tenho um pressentimento que o Rubinho mostre ainda mais da boa performance que já mostrou em 2009. Lá o seu estilo de pilotagem, pelo o que os especialistas dizem, não afetará tanto o sistema de freios da Brawn que tem uma limitação na refrigeração desde os tempos da antiga Honda, que fez inclusive que ele corresse sem as calotas traseiras no último GP que só por isso já faz perder pequenos décimos de segundos muito importantes em uma disputa de alta tecnologia e de busca de pequenas diferenças para chegar na frente.
Que venha a Espanha!

sábado, 25 de abril de 2009

25 de Abril em Moçambique

Como um relato histórico, editei e reproduzo aqui partes de uma entrevista de um dos maiores intelectuais em solo moçambicano nos tempos coloniais fascistas. Entrevista esta dada à Rádio Nacional, ao programa “Em Limite”, pelo Dr. Adrião Rodrigues.
O Dr. Carlos Adrião Rodrigues, como advogado renomado em Moçambique, deu assistência jurídica a muita gente perseguida politicamente pela ditadura fascista da época.
Não posso deixar aqui de realçar o apoio que ele, a sua queridíssima falecida esposa Quina, os seus pais, o seu irmão Vitor e a sua então esposa Teresa, deram à minha família, inclusive material. Isso quando o meu Pai como jornalista e homem questionava o modelo colonialista fascista da época, e por isso passou por grandes dificuldades que o sistema lhe oferecia, e ainda depois da sua morte quando a minha Mãe passou a fazer o papel de Mãe e Pai.
Mas hoje tudo isto é motivo de festejar. Afinal, além de tudo, festejamos hoje o 25 de Abril.
Parabéns Portugal ! Parabéns Moçambique !


1a. Parte


2a. Parte


3a. Parte


4a. Parte


5a. Parte

domingo, 19 de abril de 2009

Flamengo, Campeão da Taça Rio - 2009

Tudo bem que não foi bem em uma “água lisa”, mas o Flamengo acaba de faturar a Taça Rio em cima do Botafogo.
Agora decidirá o Campeonato Carioca, em dois jogos, com o próprio Botafogo que foi o campeão da Taça Guanabara.
Existe um clip de homenagem à torcida do Flamengo que receio que o “i Tunes” não disponibilize ao público, e por isso vou facilitar o acesso ao mesmo por aqui.
Tirando as brincadeiras, e consciente que os jogos mais importantes virão agora nas finais do Campeonato Carioca com o forte alvinegro, só torço para que este mesmo Botafogo não venha a culpar o juiz – afinal é um eterno complexado ao se sentir perseguido pelos juízes - por ter feito um gol contra na derrota de hoje.


Ivon Curi em Moçambique

O cantor brasileiro Ivon Curi ao centro, e o jornalista Gouvêa Lemos à direita.

Ivon Curi, o carioca que era mineiro, nasceu na cidade mineira de Caxambu em 1928 e veio a falecer em 24 de Junho de 1995 na cidade do Rio de Janeiro, onde veio a ganhar o sucesso que o projetou, inclusive além fronteiras do Brasil.
Foi um dos cantores brasileiros que ganharam espaço na mídia nas ex-colônias portuguesas em África, tendo estado em Moçambique pelo menos por duas vezes. Uma na década de 60, onde pode ser visto na fotografia junto ao jornalista Gouvêa Lemos, e depois em 1971 quando foi junto com a grande Clara Nunes, em uma turnê pela África do Sul, Angola e Moçambique, quando nestas duas províncias portuguesas se organizava o primeiro concurso de Miss, onde as vencedoras viriam a representar as Províncias Ultramarinas no Concurso Miss Portugal.
Mais um exemplo do antigo contato, neste caso via música, entre os países sul africanos e o Brasil, registrado na época pelo jornalista Gouvêa Lemos.

sábado, 18 de abril de 2009

Jornalista - ainda uma profissão perigosa em Moçambique

Recebi de um amigo um "recorte" de uma edição do Diário de Notícias desta semana, com a notícia abaixo. Fica-se apreensivo com estes factos, pois daqui para se chegar a uma tragédia como a do jornalista Carlos Cardoso é um passo.
Fica-se agora na expectativa de quais as consequências reais e formais para o acusador de Felismino Jamissone, e autoridades (orgãos da justiça local e do estado) quando se tem conhecimento que o empresário, de que a notícia não informa o nome, retirou a queixa um mês depois da detenção da vítima porque reaveu o dinheiro, pois afinal estava bem guardado por familiares (!), e o que vai ser investigado e concluído sobre as ameaças que o outro jornalista, Raimundo Matola, vem sofrendo do Secretario Permanente do distrito de Marrupa, Domingos Covane.

Com a devida vénia, do Diário de Notícias:

MISA-Moçambique denuncia detenção ilegal de jornalista
(Maputo) O MISA- Moçambique veio a publico denunciar actos de intimidação a dois jornalistas em serviço na província do Niassa, um dos quais detido durante um mês sem justa “causa”.
Os visados, segundo o MISA- Moçambique, são um produtor radiofónico da Rádio Comunitária de Mecanhelas, Felismino Jamissone, e um jornalista da emissora publica nacional, a Rádio Moçambique (RM), baseado em Lichinga, Raimundo Matola.
No primeiro caso, segundo a fonte, o produtor radiofónico foi ilegalmente detido nas celas da Polícia (PRM) no distrito de Mecanhelas durante cerca de um mes, entre Janeiro e Fevereiro do corrente ano, alegadamente por este ter furtado dinheiro de um empresário local. Em comunicado, o MISA- Moçambique refere que Jamissone, produtor de um programa sobre direitos humanos, no qual vários cidadãos intervêm criticando quase que constantemente a actuação dos agentes da PRM naquele ponto do sul do Niassa, “foi inexplicavelmente” acusado de ter furtado 60 mil Meticais, no decurso de uma festa de passagem do ano, na residência do empresário.
O Núcleo Provincial de Niassa do MISA-Moçambique apurou que a Procuradoria da República ao nível do distrito de Mecanhelas, desde princípio, não haver matéria para deter o acusado, recomendação que não foi acatada, tendo o produtor sido mantido em reclusão e mais tarde transferido para a Cadeia Distrital de Cuamba, para onde os indiciados em Mecanhelas eram, até recentemente, levados, uma vez que este distrito ainda não tinha juiz, refere o comunicado.
Porém, segundo o MISA, Jamissone viria a ser restituído a liberdade cerca de um mes depois, após o empresário, que o acusara, ter retirado a queixa, por alegadamente ter “recuperado” o seu dinheiro, afinal guardado em lugar seguro por membros da sua família na sua residência.
O segundo caso envolve o jornalista da RM, Raimundo Matola, e o Secretario Permanente do distrito de Marrupa, Domingos Covane.
Matola afirma estar a ser alvo de telefonemas intimidatórios provenientes do Secretário Permanente que não terá gostado de um despacho noticioso seu no “Jornal da Manha” da RM, do dia 30 de Março último.
No referido despacho, Matola reproduziu criticas feitas a administração daquele distrito pelo Ministro de Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia, durante a sua última visita aquele distrito, entre os dias 26 e 28 de Mar passado, onde deplorou os magros resultados alcançados pelo distrito na aplicação de Investimento de Iniciativa Local, vulgo ‘Sete Milhões’.
Reagindo ao despacho noticioso contendo as críticas de Cuereneia, segundo o MISA, o Secretario Permanente de Marrupa, Domingos Covane teria enviado uma mensagem por telemóvel dizendo que o jornalista “destruiu o governo de Marrupa” e que assim fez por não lhe ter sido oferecido comida.
Covane termina a sua mensagem ameaçando o jornalista de vir a “passar mal”.