segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Imagens do Mato Grosso, Agosto de 2009

Tenho dificuldades de não conseguir ver imagens bonitas, que deixem de mexer com as minhas emoções, quando viajo a trabalho ou de férias ou simplesmente quando me locomovo para resolver alguma questão menos feliz.
A fotografia me trás vantagens em relação a um filme. Penso que seja por me fazer parar no tempo quando revejo uma imagem. Não existe o movimento de um filme, só saio daquele instante quando decido. Domino as emoções, passo por ela quando assim decido, revejo o filme com uma edição orgânica, sem ter a frustração imediata da imagem já ter ficado novamente para trás.
A foto só tem algo que me faz mal, que é quando por algum motivo não consigo registrar um momento especial, uma imagem especial. E isso acontece com bastante freqüência...felizmente!

Hoje, coloquei as fotos em uma sequência, na velocidade que o meu pensamento me fez repassar para esta edição, colocando uma música de fundo que tem me acompanhado na estrada e nas andadas no campo, pelas áreas da empresa, nestes dias.

*Sérgio, gostava de saber fotografar com competencia, mas como um dia destes ao comentsares umas fotos, disseste;"...senti o pulsar do coracão nesta sequencia... ", também eu aqui revivi o pulsar do coração quando cada uma destas imagens se apresentaram.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Equador, ditadura a caminho?


Na posse do seu segundo mandato, o Presidente Correa do Equador, perante vários governantes estrangeiros, fez declarações sobre a imprensa do seu país que joga a perder qualquer possibilidade de razão minima e lógica razoável que posa querer vender no seu, e do seu amigo Chaves, Socialismo do Séc. XXI.

Parece que a imprensa continua sendo uma pedra no sapato para as ditaduras, ainda que no Séc. XXI...


Retalho da reportagem da AFP / UOL


O presidente equatoriano reiterou suas críticas contra a imprensa. Nesta segunda-feira, ele classificou a imprensa como o "maior adversário" que teve de enfrentar durante a primeira etapa de seu governo.

"O maior adversário que tivemos nesses 31 meses de governo foi uma imprensa com claro papel político, mesmo que sem nenhuma legitimidade democrática", afirmou.

"Temos que perder o medo e propor formas de controlar os excessos da imprensa", declarou, uma semana depois de anunciar a cassação da licença de várias rádios e televisões.

"Temos que assumir as rédeas neste assunto, somos nós que vencemos as eleições, não os gerentes desses negócios lucrativos que se chamam meios de comunicação", acrescentou.


Fonte da foto: Último Segundo

domingo, 2 de agosto de 2009

Título a definir...

Vote no título deste post:

a-Laços Luso Moçambicanos
b- Síndrome de Agosto
c- Estudo da vaidade

Envie o seu voto por aqui:
http://www.portaldogoverno.gov.mz/contacte-o-governo

domingo, 12 de julho de 2009

Valeu, bicho!

Sempre achei o Roberto Carlos um matreco*, e matrecos eram todos que diziam gostar de ouvi-lo cantar. Isso desde os meus tempos de pré-adolescente lá em Moçambique, nos idos de final da década de 60, início de 70, até a uma fase já mais madura aqui no Brasil. Hoje, continuo achando que ele é um matreco, e começo a perceber que também tenho o meu lado matreco.
Se não compro um disco do Roberto Carlos, não troco de estação de rádio porque toca o Roberto Carlos. Tem ele melodias muito bonitas, letras belíssimas, e tem uma “áurea” de Rei.
É visto no Brasil como o Rei porque se comporta como um Rei, que ainda de carne e osso, e que haverá de ter os seus defeitos como ser humano, tem formado a sua imagem, no decorrer dos anos, como um intocável, com uma humildade nata, com uma capacidade de tocar no povo com um repertório simples, desde os tempos do rock da Jovem Guarda e depois assumindo o seu lado mais romantico, criando uma imensidão de fãs, fãs do cantor, fãs do ser humano.
No show de ontem, no estádio do Maracanã, que faz parte dos festejos dos seus 50 anos de carreira, Roberto Carlos proporcionou grandes momentos, sendo que o encontro com o seu parceiro Erasmo Carlos foi de grande emoção entre os velhos amigos que este país acompanha fazem cinco décadas. Saindo fora de dramalhões baratos, as lágrimas que rolaram ali vendiam um filme que o público conhece parte dele, e que ali se pode imaginar quantos quadros dessa história ficaram só com eles.
Valeu, bicho!
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* matreco = seria no Brasil o cafona, o brega, os tais valores subjetivos que gostamos de criar.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

De forma tímida, FIFA chama atenção da CBF

Foto do site da Gazeta do Povo

A Associação Dinamarquesa de Futebol posicionou-se de forma mais clara, mas também outras associadas da Fifa na Europa mostraram mais uma vez o descontentamento com a atitude de jogadores brasileiros ao misturarem religião com futebol quando festejam vitórias em jogos ou na conquista de títulos da Seleção canarinha.
Nunca fui contra quando as atitudes são individuais, tipo um jogador se benzer quando faz um gol ou no fim de um jogo ou quando agradecem aos “Céus” um lance ou uma vitória. Nem mesmo quando usam uma camisa por baixo da camisa oficial, com dizeres religiosos, desde que não vinculados a uma igreja especifica.
Mas foi de fato uma atitude reprovável, em especial da comissão técnica e demais dirigentes brasileiros presentes, a forma como agiram após a vitória sobre os EUA e em conseqüência a conquista do título da Copa das Confederações na África do Sul.
Estes usaram uma “instituição” de um Estado laico para representar uma linha religiosa. Além de representar uma ofensa, como Estado, a outros Estados laicos e não laicos, é uma ofensa a todos os brasileiros não cristãos. Afinal quem são estes cidadãos para se acharem no direito em usarem símbolos brasileiros, como o da CBF – Confederação Brasileira de Futebol, a Bandeira Nacional e o Hino Nacional e misturarem neste evento desportivo com orações religiosas?
Obrigado à Dinamarca por se manifestar de uma forma que os próprios brasileiros deveriam o ter feito, ainda que o resultado tenha sido que a FIFA tenha pego muito de leve a CBF quando esta claramente foi contra os estatutos e objetivos da Federação.

Texto assinado por um Cristão.

sábado, 20 de junho de 2009

Lucrécia Paco – Então é verdade, no Brasil é duro ser negro?

Foto do Site Época

A atriz moçambicana Lucrécia Paco mostrou ter personalidade quando estando em país estrangeiro, a convite de uma instituição deste país para apresentar uma peça de teatro, ter aberto o trombone através da imprensa local e afirmado ter passado por discriminação racial na maior cidade brasileira.

Lucrécia Paco estaria em uma fila de uma casa de câmbio, em um shoping comercial na cidade de São Paulo, trocando dólares, quando uma mulher teria, de forma agressiva, insinuado que a mesma havia tentado mexer na sua bolsa. Quando a atriz moçambicana pediu desculpa se por ventura houvesse tocado, de forma não proposital, na bolsa, a tal senhora teria ficado ainda mais agressiva, ameaçando chamar a segurança e polícia de imigração.

Uma pena que a Lucrécia Paco, ainda que entendível por estar em solo estrangeiro, não ter apenas contado esta história à imprensa após os fatos. Pena que a mesma, para mostrar ao mundo inteiro que também no Brasil, ainda que haja uma corajosa legislação pertinente, o racismo é ainda uma realidade, não tenha levado a situação a consequências mais sérias para a acusadora. Penso que para isso não fosse nem mesmo necessário saber que no Brasil racismo é crime inafiançável.

E se pudesse estar com a Lucrecia, também lhe passaria uma mensagem de calma para que não entrasse na paranóia que diz que entrou ao começar a achar que começa a ver sinais de discriminação por todos os lados, e que fico na torcida que deixe por aqui as melhores impressões do teatro moçambicano.

Pode-se ler a notícia em questão aqui , e nos comentários da mesma poderão constatar o que alguns não querem reconhecer; que o racismo neste país existe, principalmente quando se pode exercê-lo no anonimato.

Lucrécia(s), lute, mas lute muito contra o racismo, e contra todos os preconceitos em relação às minorias, inclusive em Moçambique, inclusive sendo seja lá qual for o tom de pele que sofra com o preconceito.

* Interessante ouvir o cantor e escritor Chico Buarque falar sobre o racismo no Brasil, aqui.