quarta-feira, 5 de maio de 2010

Revista Índico - LAM


A nova Índico, revista da LAM, Linhas Aéreas de Moçambique, foi-me dada a conhecer aqui...

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Máquina Ligada

Criei hoje um novo espaço, a qual dei o nome de "Máquina Ligada", para dali compartilhar com os leitores da "Lanterna Acesa" algumas fotos clicadas por mim e por outras pessoas a quem estarei convidadno para ali colocar o que por aí andam registrando.
Já aproveito para formalizar o convite ao meu irmão António Maria, craque na arte de fotografar, para nos presentear com algumas das sua clicadas.

Vá até lá  por este link...

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Mais Velho X Mais Novo



Retalhos da crónica “As 3 gerações” de Machado da Graça

(...) Segundo esta teoria houve, na História do Moçambique livre, 3 gerações: A do 25 de Setembro, a do 8 de Março e, agora, a da Viragem.
Já houve um articulista que perguntou o que foi feito, no meio disso tudo, da geração que acolheu a independência, com todos os seus problemas e desafios. Estou totalmente de acordo com ele mas quero ir mais longe.
E penso que nos devemos perguntar se essa geração do 25 de Setembro saiu do nada. Qual foi o papel dos Craveirinhas, Noémias de Sousa e tantos outros que formaram, ideológicamente, muitos dos que viriam a pegar em armas. Ou, pelo menos, muitos dos que viriam a dirigir os que pegaram em armas, o que não é bem a mesma coisa.(...)

(...) Tudo isto para dizer que esta divisão, actual e simplista, em 3 gerações é, em termos teóricos, uma aberração sem ponta por onde se lhe pegue. (...)

(...) E onde é que fica a geração do carapau e do repolho? A geração do “não há”? (...)

(...) Não me parece que seja possível falar de gerações, muito bem definidas, em todo este processo. E, muito menos, reduzí-las a 3.
Houve, na nossa História, um processo que se foi desenvolvendo, umas coisas levando a outras até se chegar ao hoje que vivemos. Coisas boas e, também, coisas más.
Mas, nesta nova definição das gerações, há uma outra coisa que me faz espécie: O que quer dizer “geração da viragem”?


Retalhos da crônica Respondendo a Machado da Graça: Datas não constituem compartimentos estanques, por Júlio Muthisse

(...) Na sua última crónica, o conceituado jornalista Machado da Graça alega existir uma teoria das três gerações com a qual diz não concordar. Não concorda, entre outras razões, porque não sabe “o que foi feito, no meio de tudo isto, da geração que acolheu a independência, com todos os seus problemas e desafios”. Pergunta também, ”...qual foi o papel dos Craveirinhas, Noémias de Sousa e tantos outros que formaram ideologicamente muitos dos que viriam a pegar em armas...”.(...)

(...)As pessoas que ele e João Mosca diz que receberam a independência, onde estavam quando a geração do 25 de Setembro recuperava a nossa dignidade a ferro e fogo? Se já eram grandinhos, deveriam se ter juntado à geração do 25 de Setembro que congregava pessoas de todas as regiões, de todas as etnias, de todas as raças. Digam-nos onde estavam enquanto os outros lutavam. (...)

(...)A história de Moçambique não pode ser vista de forma desgarrada e, na sua análise, as datas não devem constituir compartimentos estanques. Entendo as datas como representativas de determinados marcos importantes, não de acções isoladas mas de processos que se preparam, organizam ao longo do tempo e se efectivam em datas e espaços devidamente localizados.
É assim que vejo o 25 de Setembro. É um marco importante em todo o movimento secular... (...)

(...) O país não esqueceu esses compatriotas. Um aspecto grosseiro na análise do Mais Velho quando fala do 25 de Setembro e da geração que o protagonizou, é afirmar ou pensar que se dá relevo apenas aos que pegaram em armas e expulsaram os colonialistas de Moçambique. (...)

(...)Com o nível de conhecimento que eu atribuo ao Mais Velho, não posso crer que ele não saiba que para além da frente militar e dentro do quadro do 25 de Setembro, tivemos a actuação das frentes políticas, diplomáticas, culturais, sociais; que enquanto uns combatiam empunhando armas, outros actuavam na organização, na cultura, na mobilização, reconhecimento e em tantas outras missões e frentes. (...)

(...)Portanto, não acho que o Presidente da República tenha instituído uma “Geração de Viragem”. Acho, isso sim, que a mensagem é de que os moçambicanos de hoje podem e têm capacidade para lutar e vencer a pobreza. A insistência do Presidente da República é no sentido de despertar as “forças” dos moçambicanos para aquilo que são as prioridades do momento. (...)

(...)Conquistada a independência, construídos os pilares pelos quais assenta a máquina administrativa do Estado a todos os níveis, continuamos a assistir muitos moçambicanos que vivem no limiar da pobreza, com carências a todos os níveis. O trabalho dos moçambicanos de hoje na luta contra este flagelo, pode fazer emergir no futuro o que orgulhosamente chamaremos de Geração de Viragem. Gostaria de ser parte dela pelo que, Mais Velho, coloquemos mãos a obra.


Agora eu...

Não conheço o Machado da Graça, o Mais Velho, como também não conheço Júlio Muthisse, que passarei desde já a chamar do Mais Novo. Não defino estes cognomes pelas idades, pois não as conheço, mas sim para dar sequência à semântica que o Mais Novo usou na sua crônica e talvez até com uma certa correlação com a maturidade apresentada por um e por outro.
Não os conhecendo, não pretendo defender ou atacar um ou outro, mas sim usar as crônicas de ambos, e as idéias ali apresentadas, para tentar ainda que à distancia, e que não vejam pecado nisso, mostrar o que entendi e não entendi dos textos em questão e o meu próprio entendimento, um moçambicano que saíu da sua terra natal um pouco antes do 25 de Junho de 1975. Tenho receio que com esta última característica os mais novos de Moçambique até nem me ouçam até ao fim.
O Mais Novo sai em resposta à crônica do Mais Velho em um tom de discordância ao posicionamento deste último. Mas vou lendo o seu texto e chego a pensar que ele só estava a brincar nas suas primeiras linhas, pois me parece que ele vai solidificando e concordando com visão questionadora do Mais Velho em relação ao já badalado desenho das “3 Gerações”.
Só que também percebo que se o mais novo afirma que “A história de Moçambique não pode ser vista de forma desgarrada”, defende ainda assim o conceito das 3 gerações, o que fica um tanto contraditório pois acaba por dar especial luz a um período, e mesmo tentando disfarçar, colocando o foco apenas em uma certa parte dos responsáveis pela conquista da liberdade que os moçambicanos conquistaram.
O Mais Novo induz os seus leitores a acreditarem que o Mais Velho tenta desvincular de datas representivas os nomes de Cravirinha e Noêmia quando este fala de Craveirinhas e Noémias. Esquece, ou quer fazer os seus leitores esquecerem, que a colocação destes nomes no plural é exatamente uma forma figurativa de mostrar que houve mais do que um ou dois “Craveirinha”, que também houveram Pereiras, Rodrigues, Albinos, Rabecas, Silvas, e que alguns por falta de outra alternativa ou por convicção ficaram, e que outros mais por convicção do que falta de alternativa acabaram por deixar Moçambique antes ou depois do 25 de Junho. E não vou nem mesmo aqui detalhar os vários tipos de convicção que fizeram uns e outros abandonarem o sonho moçambicano, porque é sabido que o sonho de uns era de facto o pesadelo de outros, ainda que ambos tivessem convictos que deveriam abandonar o que eram os seus sonhos.
Não seria sério da minha parte desqualificar a luta armada na conquista da Independência de Moçambique. Mas é também desonesto não conhecer ou não querer conhecer a realidade de Moçambique nos tempos coloniais onde nem todos eram “colonialistas”.
É desonesto, por exemplo, não dar a devida importância a uma parcela importante do jornalismo moçambicano dos tempos coloniais na sua participação em procurar, dentro de todas as dificuldades de uma ditadura salazarista, transmitir a verdade sobre a dita sociedade “colonialista”, ajudando assim, em muito, que grande parte da população fosse mais receptiva aos movimentos em favor da liberdade de Moçambique. É desonesto também achar que além da Frelimo e do jornalismo de então não haviam outras estruturas da sociedade que abriam caminhos e clima para que a resistência à luta pela independência não fosse maior, fossem estas células da sociedade ligadas às artes ou não, como exemplificaram o Mais Novo no seu ponto de vista, e o Mais Velho no seu. Penso que era isto que também o Mais Velho buscou mostrar na sua crônica, além de outros recados que tentou passar.
No final da sua crônica o Mais Novo busca esclarecer o que seria a geração da viragem, mas esqueceu de nos tentar esclarecer de forma clara o que seriam as duas outras gerações anteriores. Como elas estariam correlacionadas com o não desmembramento da história e com a necessidade da virada.
E tenho, de novo, entrar em sintonia com o Mais Velho, até mesmo pela forma pouco clara e pouco coerente da explicação dada pelo Mais Novo em relação à terminologia “Geração da Viragem”.
Aqui por terras tupiniquins, em embates esportivos, usa-se o termo de se “virar o jogo” quando começamos perdendo. Penso que se temos uma evolução, ainda que gradativa, mais lenta do que gostaríamos, devemos ter é uma expectativa, se acreditamos de forma honesta do que foi feito até então, de que tenhamos uma geração mais focada e dando prioridade de fato para os menos favorecidos. Que devemos deixar de discursos aparentemente revolucionários mas envelhecidos e darmos passos mais largos, ainda que consistentes, aos reais valores da revolução.
Claro que sim, o mundo muda e nós devemos mudar com ele, mas temos que ser honestos conosco mesmo para avaliar o que não está correndo exatamente como se sonhou. E para isso os mais novos devem se preocupar em conhecer a história que os mais velhos têm a contar. Não se faz história sem se conhecer história.
Mas... que bom que todos nós parecemos concordar é que não devemos aceitar o tal “do vira o disco e toca o mesmo".

(Para os mais novos, disco era o famoso LP, que em tempos modernos é o CD - neste caso não dá nem para virar o disco! -, mas um como outro têm como objetivo mandar música aos nosso ouvidos)
        

sábado, 3 de abril de 2010

38 anos sem o Pai e jornalista Gouvêa Lemos

Convido os leitores da Lanterna a irem, por este link, ler sobre o dia que o Pai e Jornalista Gouvêa Lemos partiu.
Me sinto um felizardo por sentir saudades...

quinta-feira, 25 de março de 2010

Contaram-me que o "Brasil" está a brincar com os moçambicanos!!!

Há situações em que ficamos tristes, quase que com um sentimento de vergonha.
Por exemplo, aconteceu-me isso quando li hoje uma crônica, que com a devida vênia republicarei aqui na minha humilde Lanterna Acesa, do renomado jornalista Machado da Graça do jornal “Savana” de Maputo, Moçambique.
Como natural de Moçambique e tendo a minha família sido acolhida neste Brasil de todos, em um capítulo das nossas vidas que tanto precisamos dessa acolhida, a qual passei a amar como também meu sem nunca ter deixado de amar Moçambique. Este país que me fez seu cidadão. Este país que me fez conhecer um metalúrgico  que se fez Presidente da República onde na minha história brasileira não vi um melhor. Um país que me deu dois filhos, uma carioca e um curitibano. Um país que me deu orgulho ao noticiar que faria uma parceria com o meu também Moçambique na transferência de tecnologia com a produção de anti-rectrovirais para o combate do HIV (AIDS / SIDA)...
Mas acabo por ler a tal crônica de um renomado jornalista moçambicano dividindo com os seus leitores a decepção com o andar (!) do tal apoio noticiado pelo “meu” Lula quando de uma visita a Moçambique há uns anos atrás.
Leiam-na e entendam o meu sentimento de tristeza e vergonha!


A talhe de foice
Por Machado da Graça

A brincar com os moçambicanos

Aqui há uns anos, se bem me lembro no decurso de uma visita do Presidente Lula da Silva ao nosso país, o Brasil comprometeu-se a apoiar Moçambique na construção de uma fábrica de medicamentos anti-rectrovirais.
Na altura achei óptimo. Uma prova clara da verdade de uma cooperação sul-sul para a resolução dos gravíssimos problemas que enfrentamos.
Uma transferência da tecnologia, que o Brasil possui, e nós não a possuindo, tanto dela precisamos, dada a actuação da epidemia entre nós.
Mas, rapidamente, o entusiasmo foi esfriando. Os nossos amigos brasileiros foram começando a arrastar os pés, fazendo roçar a chinela na pedra da calçada, e as coisas não andaram.
Tempos depois, muito tempo depois, perante a nossa estranheza, começou a circular a ideia de que, numa primeira fase, nós só iriamos fabricar as caixinhas, e os comprimidos a colocar lá dentro, viriam já feitos do Brasil.
Era uma coisa totalmente diferente daquilo que estávamos à espera. Tecnologia para fazer caixinhas já nós temos há muito mais de 100 anos. Portanto, não iriamos aprender nada. Iriamos empacotar uma exportação de um produto brasileiro.
Mas, ao menos, isso seria rápido. Em 2010 a coisa estaria a funcionar.
Só que agora (Correio da Manhã 22/03/10) descubro que o Congresso Brasileiro aprovou, para começar em 2011, a fabricação das tais caixinhas.
E acho que aqui a brincadeira ultrapassou todos os limites.
Em primeiro lugar, a que propósito é que a fabricação de caixinhas de medicamentos em Moçambique tem que ser aprovada pelo Congresso Brasileiro? Não têm nada mais importante para tratar?
Depois, tenho que perguntar, porque é que só para o ano é que começa a fabricaçpão das caixinhas? Eu, se quiser fabricar caixinhas, vou a uma tipografia, das muitas que existem em Maputo, e, um mês depois, tenho as caixinhas no meu armazém.
E não gasto nada de parecido com os 7,4 milhões de dólares que o jornal diz que os brasileiros vão gastar.
Que raio de negociata está por trás de tudo isto? Quem é que está a ganhar a parte de leão deste bolo enorme?
Quem está a perder já todos sabemos. São os doentes do SIDA em todo o nosso país. Mas, com esses, quem é que se incomoda? Se não gerarem lucros para os poderosos, não existem. Podem morrer, que ninguém se vai preocupar com eles.
E o lúcro da negociata estará do lado de lá e do lado de cá. Não sei qual dos lados já “falou como homem” e qual já escutou.
Mas que as ma$$as devem estar a circular a alta velocidade, não tenho dúvidas.
O problema social e de saúde não existe nem para brasileiros nem para moçambicanos.
Para quem decide, a única preocupação é: Quanto vou eu ganhar com este negócio?
Alguém pode-me dizer que os tais decisores também podem ser vítimas de não haver anti-rectrovirais baratos no mercado.
Nada de mais falso.. À custa da corrupção e da roubalheira esses têm capacidade de comprar os antirectrovirais ao preço de mercado.
Por isso estão nas tintas...
A questão do SIDA é daquelas que não deixa ninguém indiferente. Perante ela toda esta questão dos custos e dos lucros assume aspectos muitíssimo mais pornográficos do que uma pornstar num filme XXX.
Será que o Presidente Lula da Silva sabe que isto está a acontecer?
Se não sabe, talvez seja altura de usarmos as novas tecnologias e para ele passar a saber.
No fundo, no fundo, é a palavra dele que está em causa.
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*Imagem do site Club of Moçambique

Em 01/04/2010, fico otimista que de fato o Presidente Lula, ainda que através dos seus auxiliares imediatos, venha  buscar entender o que se vem passando com a evolução do compromisso assumido com o povo moçambicano. Digo isto pois há uns minutos atrás recebi a mensagem abaixo:

infoap@planalto.gov.br para mim mostrar detalhes 16:58 (25 minutos atrás)

Prezado Senhor,

Em resposta a sua mensagem endereçada ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, informamos que ela foi encaminhada à Assessoria Especial - Política Externa/PR para análise e eventuais providências.

Cordialmente,

Claudio Soares Rocha
Diretoria de Documentação Histórica
Gabinete Pessoal do Presidente da República

domingo, 21 de março de 2010

Orlando Zapata Tamayo - Uma vitima da luta pela Liberdade de expressão.

Por António Maria G. Lemos

Lula metalúrgico quando lutava pelo direito de falar.

Ao contrario da política interna do governo Lula, a externa segue o caminho fácil e de puro interesse político, de um lugar de destaque no pedestal internacional. Para alcançar tal objetivo, não lhe importa o nível das alianças. Se ditadores votarem por ele nos palcos internacionais, então passam também a ser seus “amigos”, independentemente dos valores antagônicos aos seus, que eles defendam.
Se as masmorras dos seus “aliados” estiverem cheias de pessoas que nunca mataram ninguém e tudo que fizeram foi lutar pela liberdade de expressão, por essa estar algemada em seus países por interesses religiosos ou políticos. Assim mesmo, a política internacional do governo Lula, baseada num pseudo pragmatismo, esquece o que milhares de pessoas sofreram no Brasil durante os anos de ditadura.
Cuba usou muitos anos o seu papel de vítima, isolada pelo boicote internacional imposto pelos falcões imperialistas americanos, para explicar ao seu povo, o porque de se ter que viver sob estado de segurança máxima, procurando em qualquer critica expressada de forma pacífica uma forma como taxar alguém como “aliado imperialista”. Mesmo depois dos seus aliados do passado terem reconhecido erros fatais políticos, como os verdadeiros culpados da miséria econômica do seu povo, terem mudado os seus cursos políticos. Hoje quando vemos os países do Leste, ditaduras passadas, renascerem das cinzas econômicas. Onde uma Polônia tem a chefia da Comunidade Européia, e outros países vizinhos do Leste, se integrarem num mundo global, com os seus cidadãos atravessando fronteiras culturais, econômicas e de ensino. Cuba bate o pé, feito menino pequenino, que quer ganhar a qualquer preço uma razão para poder continuar exercendo o seu direito da mais velha Ditadura da América Latina. Com o governo que teme a liberdade de expressão e a internet, mantendo uma comunicação sob o poder absoluto e irrefutável dos irmãos Castro. (Até mesmo uma das filhas que é opositora não só do seu pai, como de todo o esquema político que ele representa, não pode voltar a Cuba, sem correr o risco de ser presa).
No meio de todo esse absurdo, o nosso governo foi lá mostrar a sua solidariedade, que até é legítima quando se trata de defender o fim do boicote internacional, que na verdade cada vez mais existe no papel do que na pratica. (Veja-se as empresas que lá vendem os seus produtos, e sem falar nos investimentos internacionais na área do turismo, que lhes rende muitos dólares e uma sociedade paralela, com duas moedas oficiais circulando. O peso do povo, e o peso dos gringos). No entanto foi vergonhoso ver que o Lula não teve a coragem política para mencionar os valores democráticos que o Brasil defende, não só no país, como deverá desejar para todos os povos amigos. Enquanto a comitiva brasileira se regava em festejos de solidariedade entre povos latinos, bem ao estilo populista a serviço da máquina de informação dos donos da casa. um dos presos políticos de Cuba, o senhor Orlando Zapata Tamayo, que estava em greve de fome, falecia num dos cárceres de “Cuba Libre”.
Sem armas ou uso de violência, Zapata Tamayo, lutou pelos direitos primordiais humanos e democráticos que um dia o nosso presidente também lutou, mas que infelizmente hoje passaram a ser secundários, na sua luta de ser o novo Homem no pedestal internacional.
Senhor Presidente, o cidadão cubano Orlando Zapata Tamayo, seja em termos ideológicos ou de coragem civil, não tinha nada comparável com os nossos “gangsters” que dominam as nossas favelas, e que por falta de vontade política e recursos financeiros para as policias locais, continuam amedrontando e governando o dia-a-dia de grande parte das nossa população trabalhadora. Exilada nas grandes cidades do país.
Senhor Presidente, valerá mesmo pena se pagar qualquer preço, inclusive o de fechar os olhos a injustiças praticadas pelos nossos parceiros econômicos? Negando aos povos com quem nos relacionamos - seja por motivos políticos ou religiosos - que eles tenham também o direito de viver e exercer os princípios e Direitos Humanos mais elementares, que nós com muito suor e lágrimas conseguimos conquistar no Brasil?
Andamos sempre defendendo valores democráticos que na verdade, em termos ideológicos, vemos os partidos que acreditávamos também os defender, dando-lhes pontapés.
O cidadão cubano Zapata Tamayo e muitos outros que estão hoje presos ou exilados mundo a fora, são os Chicos Buarque, Carlos Prestes, etc, exilados e prisioneiros dos tempos obscuros do Brasil de ontem.
Homens e mulheres que lutam pelo direito de debater as diferenças de opinião, e lhes ser permitido redigir textos como este, sem que o preço a pagar seja o veredicto de um tribunal a serviço da ditadura, que os julga à masmorra e tortura do silêncio do pensamento.
Não se esqueça senhor Presidente. Nação sem memória ou valores, é nação vendida a futuro incerto. Por tanto, levando em conta o seu próprio passado e engajamento político, não coma no prato que já cuspiu. Trate os Zapata Tamayo do mundo afora, com o devido respeito que eles merecem. Se comporte à altura do solidário povo brasileiro que o elegeu, pela luta, coragem e verticalidade de princípios, que marcavam o seu caráter de então.
Povo que respeita e deseja para todos os povos do mundo; Liberdade de Expressão, para poder denunciar o abuso de poder impetrado em nosso nome, para um suposto bem da nossa Nação.

António Maria G. Lemos

quarta-feira, 17 de março de 2010

Irena Sendler

"Não se plantam sementes de comida. Plantam-se sementes de bondade e amor. Tratem de fazer um círculo de bondade e estas sementes crescerão mais e mais... muito mais".


(Irena Sendler)


Corre nestes dias um e.mail, retardatário, que nos relembra o falecimento de uma heroína que falaeceu a 12 de Maio de 2008. Algumas pessoas estão assimilando como se ela tivesse acabado de falecer. Não vejo este equivoco como importante. Importante de fato é, por qualquer meio lícito, lembrarmo-nos desta Mulher e dos ensinamentos que nos deixou.

Irena Sendler faleceu reconhecidamente como uma das grandes heroínas quando do Holocausto dos judeus na II Guerra Mundial.

A sua coragem fez com que mais de 2.500 crianças judias tenham sido salvas, quando como alemã tinha informações privilegiadas sobre os planos nazistas na invasão à Polônia.

Como sinal de solidariedade e também como forma de não chamar atenção sobre si, tinha a Estrela de David tatuada no braço e andava pelas ruas do Gueto de Varsóvia convencendo as famílias a deixarem-lhe levar os seus filhos daquele lugar para que os mesmos tivessem esperanças de sobrevivência. Quem acreditou nela salvou os seus filhos. Quem não conseguiu acreditar nela, o que é bastante compreensível, acabou por acompanharem a retirada dos seus filhos pelos nazistas quando estes foram encaminhados por trens a caminho dos “campos da morte”.

Usou de todos os artifícios possíveis para dali retirar estas crianças, desde informar aos nazistas que tirava crianças do bairro com tifo, até treinar o seu cachorro a ladrar quando avistava um nazista. Este cão andava sempre na caçamba da sua camionete, onde ali transportava crianças dentro de sacos e cestos como se fossem mercadorias (batatas e outros). Ao ladrar os nazistas acabavam por não se esforçarem a revistar o seu carro e por outro lado o barulho do latido abafava possíveis sons originados pelas crianças.

Esta Mulher não só salvava as crianças como olhava a possibilidade destas crianças virem a encontrar, tempos depois, algum familiar; anotava os nomes verdadeiros destas e as sua novas identidades e quando do fim da guerra entregou duas garrafas de vidro onde constavam estas listas de nomes, que haviam ficado enterradas no jardim de uma vizinha, ao Dr. Adolfo Berman que foi o primeiro presidente do Comitê de Salvamento dos Sobreviventes Judeus.

Chegou a se presa pela GESTAPO, cruelmente torturada e condenada à morte. Não foi executada porque um soldado alemão, quando a levava para a execução, desviou o caminho dizendo que a direcionava para um “interrogatório especial” e libertou-a. Passou a estar na relação dos poloneses executados e viveu até ao fim da guerra na clandestinidade mas sempre atuando a favor da proteçção dos judeus.

Se foi um dia reconhecida como uma heroína, mostra também que prêmios como o Nobel da Paz são extremamente injustos, fazendo com que ele(s) se tornem sem valor algum. Esta Mulher chegou a ser indicada para o Nobel da Paz em 2007, mas um tema na moda, que não deixa de ser importante se assim for tratado, direcionou o ex vice-preesidente americano Al Gore com a defesa do meio ambiente. Um premio para quem nem mesmo consegue convencer o seu país a ter uma posição mais responsável por algo que também aflige o mundo e que além de conceitos bem apresentados em um documentário, não fez absolutamente nada.

Melhor prémio será não esquecermos da Sra. Irena Sendler e dos conceitos de solidariedade e humanismo desta que deve ser referencia para todos nós.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Tragédia no Haiti


Zilda Arns
Fonte:

Um terremoto preenche de forma trágica a já penalizada história do Haiti. E neste capítulo triste, entre os milhares de vitimas fatais, temos já a confirmação de 12 brasileiros mortos.
Se a morte de uma pessoa não tem mais valor ou menos valor como ser humano, entre estes 12 brasileiros está uma cidadã do Mundo que como tal está acima da média de um cidadão comum.
Zilda Arns é uma figura que transpirava as melhores energias nos ambientes que transitava, que trabalhava com todas as suas forças em trabalhos filantrópicos como na “sua” Pastoral da Criança onde era fundadora e coordenadora internacional que com ajuda de mais de 260 mil voluntários dá apoio a quase 2 milhões de gestantes e crianças menores de seis anos e 1,4 milhão de famílias pobres, com um projeto que atende mais de 4.000 municípios brasileiros, e levava a sua mensagem e apoio a projetos similares pelo mundo. Uma personagem que vive em função da solidariedade, de ser solidária, e que ganhou tantas condecorações, como Heroína da Saúde Pública das Américas , que foi candidata ao Prêmio Nobel da Paz (2006), não é de fato uma pessoa comum. Como ser humano não era mais de que nenhuma das outras vitimas desta tragédia. Já como cidadã estava acima da grande maioria de nós, mortais.
Zilda Arns morreu fazendo o seu trabalho enquanto dava uma palestra em uma Igreja na capital do país mais pobre das Américas.
Sei que ela estará neste momento convocando todos a se levantarem para ajudar o povo do Haiti E como cidadãos não podemos fugir desta convocação fazendo o que pudermos ainda que dentro de limites individuais, que nunca serão pequenos quando estes esforços se conjugam.
Paz à Alma das vitimas fatais, esperança e conforto aos sobreviventes.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Faleceu o sul-africano Dennis Brutus, poeta e ativista anti-apartheid

Recebi hoje um e.mail da comÁfrica.org, através do seu diretor de comunicação, Dr. Salomon Blajberg, onde nos notícia o falecimento do ativista anti-apartheid e poeta sul-africano Dennis Brutus.
A informação mais completa poderá ser lida no próprio e.mail que o Dr. Salomon teve a amabilidade de me enviar.
Que esta transcrição fique como uma homengem a um herói desconhecido por muitos.
Deixo também aqui o link para os "post's" que levaram-me a ter contato com a comÁfrica.org:
(http://lanternaacesa2.blogspot.com/search?q=apartheid)


Abaixo o e.mail do Dr. Salomon Blajberg:


O ATIVISTA ANTI-APARTHEID E POETA SUL-AFRICANO Dennis Brutus faleceu enquanto dormia, no sábado 26/12/09, aos 85 anos de idade em sua casa em Cape Town.
Neste ano de 2009, o comAfrica.org, dentro de suas atribuições, contribuiu com depoimento, materiais de seu acervo e indicações de contatos no Brasil e África do Sul, inclusive o do Prof. Dennis Brutus, para que a celebração e lembrança das primeiras manifestações brasileiras contra o apartheid em 1959 pudessem ser consubstanciadas nas reportagens apresentadas pelo programa Esporte Espetacular, (http://video.globo.com/Videos/Player/Esportes/0,,GIM1093159-7824-ESPECIAL+SPORTV+APARTHEID,00.html) que revelaram ao Brasil também a importante contribuição de Dennis Brutus para que tais manifestações acontecessem em 1959, quando como dirigente da South African Sports Association recém fundada como alternativa ás organizações desportivas racistas, teve a iniciativa de enviar o telegrama ao Presidente do Brasil Juscelino Kubitscheck no qual pedia para que não permitisse a participação do time brasileiro num jogo de futebol em moldes racistas .
Dennis Brutus ficou preso na Ilha de Robben junto com Nelson Mandela em meados de 1960. Seu ativismo levou o Comitê Internacional Olímpico a proibir a participação da África do Sul desde os jogos de 1968 até o fim da segregação, quase 30 anos depois.
Ele foi para o exílio em 1966 e mais tarde veio para os Estados Unidos da América para ensinar Literatura e Estudos Africanos na Northwestern University e na Universidade de Pittsburgh.
Ao longo dos anos, escreveu mais de uma dúzia de livros de poesia, incluindo dois durante o confinamento. Ele deixa sua mulher e oito filhos.
Nos últimos anos, Dennis Brutus era Professor no Center for Civil Society na Universidade de Kwa Zulu Natal , cuja homenagem por ocasião de seu falecimento está transcrita mais abaixo (em inglês) .
Mesmo em seus últimos dias , Brutus estava plenamente engajado, defendendo o protesto social contra aqueles responsáveis pelas mudanças climáticas , e promovendo a causa das reparações para os sul-africanos negros cobradas das grandes corporações que se beneficiaram do apartheid. Ele era um dos principais demandantes no processo baseado no Alien Tort Claims Act[ [Lei de Reclamação de Danos Estrangeiros], uma lei que permite a cidadãos de qualquer nacionalidade processar em tribunais estadunidenses por violações de direitos ou tratados internacionais.] contra as principais multinacionais envolvidas , um processo que no momento está avançando no sistema judiciário estadunidense.
Relembramos aqui as palavras do prof. Dennis Brutus ao povo brasileiro na entrevista que deu ao programa Esporte Espetacular ((http://video.globo.com/Videos/Player/Esportes/0,,GIM1093159-7824-ESPECIAL+SPORTV+APARTHEID,00.html)) :
"Gostaria de mandar um recado agora que estamos celebrando a data: Muito obrigado por terem nos ajudado nesta luta pela humanidade. Eu agradeço profundamente . Obrigado!"
"A Luta continua!" Este slogan tão conhecido em nossa língua portuguesa e que se incorporou, no âmbito das lutas de libertação nacional, a várias línguas da África Austral, com a sua sonoridade do nosso vernáculo, bem caracteriza a obra de Dennis Brutus e sua vida, cuja divulgação nesta língua merece continuar.

Instituto ComÁfrica

Salomon Blajberg ,Ph.d. Viena
Diretor - Comunicação
Director - Communication
Caixa Postal/POB 15132
CEP 20.031-971 Rio de Janeiro - RJ Brasil
Telefone: +55-21-34XX-XXXX Telefax/Correio de Voz/Voice Mail +55-21-25XX-XXXX
Celular/Mobile +55-21-96XX-XXXX

salomon@comafrica.org - dircom@comafrica.org

www.comafrica.org


A TRIBUTE TO DENNIS BRUTUS


Dennis Vincent Brutus, 1924-2009

World-renowned political organizer and one of Africa’s most celebrated poets, Dennis Brutus, died early on December 26 in Cape Town, in his sleep, aged 85.
Even in his last days, Brutus was fully engaged, advocating social protest against those responsible for climate change, and promoting reparations to black South Africans from corporations that benefited from apartheid. He was a leading plaintiff in the Alien Tort Claims Act case against major firms that is now making progress in the US court system.
Brutus was born in Harare in 1924, but his South African parents soon moved to Port Elizabeth where he attended Paterson and Schauderville High Schools. He entered Fort Hare University on a full scholarship in 1940, graduating with a distinction in English and a second major in Psychology. Further studies in law at the University of the Witwatersrand were cut short by imprisonment for anti-apartheid activism.
Brutus’ political activity initially included extensive journalistic reporting, organising with the Teachers’ League and Congress movement, and leading the new South African Sports Association as an alternative to white sports bodies. After his banning in 1961 under the Suppression of Communism Act, he fled to Mozambique but was captured and deported to Johannesburg.
There, in 1963, Brutus was shot in the back while attempting to escape police custody. Memorably, it was in front of Anglo American Corporation headquarters that he nearly died while awaiting an ambulance reserved for blacks.
While recovering, he was held in the Johannesburg Fort Prison cell which more than a half-century earlier housed Mahatma Gandhi. Brutus was transferred to Robben Island where he was jailed in the cell next to Nelson Mandela, and in 1964-65 wrote the collections Sirens Knuckles Boots and Letters to Martha, two of the richest poetic expressions of political incarceration.
Subsequently forced into exile, Brutus resumed simultaneous careers as a poet and anti-apartheid campaigner in London, and while working for the International Defense and Aid Fund, was instrumental in achieving the apartheid regime’s expulsion from the 1968 Mexican Olympics and then in 1970 from the Olympic movement.
Upon moving to the US in 1977, Brutus served as a professor of literature and African studies at Northwestern (Chicago) and Pittsburgh, and defeated high-profile efforts by the Reagan Administration to deport him during the early 1980s. He wrote numerous poems, ninety of which will be published osthumously next year by Worcester State University, and he helped organize major African writers organizations with his colleagues Wole Soyinka and Chinua Achebe.
Following the political transition in South Africa, Brutus resumed activities with grassroots social movements in his home country. In the late 1990s he also became a pivotal figure in the global justice movement and a featured speaker each year at the World Social Forum, as well as at protests against the World Trade Organisation, G8, Bretton Woods Institutions and the New Partnership for Africa’s Development.
Brutus continued to serve in the anti-racism, reparations and economic justice movements as a leading strategist until his death, calling in August for the ‘Seattling’ of the recent Copenhagen summit because sufficient greenhouse gas emissions cuts and North-South ‘climate debt’ payments were not on the agenda.
His final academic appointment was as Honorary Professor at the University of KwaZulu-Natal Centre for Civil Society, and for that university’s press and Haymarket Press, he published the autobiographical Poetry and Protest in 2006.
Amongst numerous recent accolades were the US War Resisters League peace award in September, two Doctor of Literature degrees conferred at Rhodes and Nelson Mandela Metropolitan University in April - following six other honorary doctorates – and the Lifetime Achievement Award of the South African government Department of Arts and Culture in 2008.
Brutus was also awarded membership in the South African Sports Hall of Fame in 2007, but rejected it on grounds that the institution had not confronted the country’s racist history. He also won the Paul Robeson and Langston Hughes awards.
The memory of Dennis Brutus will remain everywhere there is struggle against injustice. Uniquely courageous, consistent and principled, Brutus bridged the global and local, politics and culture, class and race, the old and the young, the red and green. He was an emblem of solidarity with all those peoples oppressed and environments wrecked by the power of capital and state elites – hence some in the African National Congress government labeled him ‘ultraleft’. But given his role as a world-class poet, Brutus showed that social justice advocates can have both bread and roses.

Brutus’s poetry collections are:
Sirens Knuckles and Boots (Mbari Productions, Ibaden, Nigeria and Northwestern University Press, Evanston Illinois, 1963).
Letters to Martha and Other Poems from a South African Prison (Heinemann, Oxford, 1968).
Poems from Algiers (African and Afro-American Studies and Research Institute, Austin, Texas, 1970).
A Simple Lust (Heinemann, Oxford, 1973).
China Poems (African and Afro-American Studies and Research Centre, Austin, Texas, 1975).
Strains (Troubador Press, Del Valle, Texas).
Stubborn Hope (Three Continents Press, Washington, DC and Heinemann, Oxford, 1978).
Salutes and Censures (Fourth Dimension, Enugu, Nigeria, 1982).
Airs and Tributes (Whirlwind Press, Camden, New Jersey, 1989).
Still the Sirens (Pennywhistle Press, Santa Fe, New Mexico, 1993).
Remembering Soweto, ed. Lamont B. Steptoe (Whirlwind Press, Camden, New Jersey, 2004).
Leafdrift, ed. Lamont B. Steptoe (Whirlwind Press, Camden, New Jersey, 2005).
Poetry and Protest: A Dennis Brutus Reader, ed. Aisha Kareem and Lee Sustar (Haymarket Books, Chicago and University of KwaZulu-Natal Press, Pietermaritzburg, 2006).
He is survived by his wife May, his sisters Helen and Dolly, eight children, nine grandchildren and four great-grandchildren in Hong Kong, England, the USA and Cape Town.

(By Patrick Bond)

Statement from the Brutus Family on the passing of Professor Dennis Brutus

Professor Dennis Brutus died quietly in his sleep on the 26th December, earlier this morning. He is survived by his wife May, his sisters Helen and Dolly, eight children, nine grandchildren and four great-grandchildren in Hong Kong, England, the USA and Cape Town.
Dennis lived his life as so many would wish to, in service to the causes of justice, peace, freedom and the protection of the planet. He remained positive about the future, believing that popular movements will achieve their aims.
Dennis’ poetry, particularly of his prison experiences on Robben Island, has been taught in schools around the world. He was modest about his work, always trying to improve on his drafts.
His creativity crossed into other areas of his life, he used poetry to mobilize, to inspire others to action, also to bring joy.
We wish to thank all the doctors, nurses and staff who provided excellent care for Dennis in his final months, and to also thank St Luke’s Hospice for their assistance.
There will be a private cremation within a few days and arrangements for a thanks giving service will be made known in early January.

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Poet, activist Dennis Brutus dies

HILLEL ITALIE
NEW YORK, UNITED STATES - Dec 27 2009 07:14

South African poet and former political prisoner Dennis Brutus, who fought apartheid in words and deeds and remained an activist well after the fall of his country's racist system, has died. He was 85.
Brutus' publisher, Chicago-based Haymarket Books, said the writer died in his sleep at his home in Cape Town on Saturday.
Brutus was an anti-apartheid activist jailed at Robben Island with Nelson Mandela in the mid-1960s. His activism led Olympic officials to ban South Africa from competition from 1964 until apartheid ended nearly 30 years later.
Born in 1924 in what was then Rhodesia, now Zimbabwe, Brutus was the son of South African teachers who moved back to their native country when he was still a boy. He majored in English at Fort Hare University, which he attended on full scholarship, and taught at several South African high schools.
By his early 20s, he was politically involved and helped create the South African Sports Association, formed in protest against the official white sports association. Brutus was banned from South Africa in 1961, fled to Mozambique, but was deported back to South Africa and nearly murdered when shot as he attempted to escape police custody and forced to wait for an ambulance that would accept black South Africans.
His books Sirens, Knuckles, Boots and Letters to Martha and Other Poems from a South African Prison were published while he was in jail. His poems were political, but also emotional and highly personal.
He was confined, but unbeaten, writing in the poem Somehow We Survive that "All our land is scarred with terror/rendered unlovely and unlovable/sundered are we and all our passionate surrender/but somehow tenderness survives."
In Prayer, written after he left prison, he proclaims, "Uphold -- frustrate me if need be/so that I mould my energy/for +that one swift inerrable soar." Forced to leave the country in 1966, he longed for home in the 1975 poem Sequence for South Africa, writing that the the "secret is clamping down/holding the lid of awareness tight shut," until "some thoughtless questioner/pries the sealed lid loose".
Brutus emigrated to the United States in 1971, but his legal troubles did not end. The Reagan administration, which began in 1981, changed the policy on political refugees, making it more difficult for them to remain in the US. Brutus was threatened with deportation and his case was finally resolved in 1983 when an immigration judge granted asylum.
Brutus taught literature and African studies at Northwestern University and the University of Pittsburgh, a distinctive figure in old age with his flowing white hair and beard, engaged in protests against world financial organisations and in calls for stronger action against global warming.
Over the years, he completed more than a dozen collections of poetry, including A Simple Lust, Stubborn Hope and Salutes and Censures.
In 2006, Haymarket published a compilation of his work, Poetry and Protest.
He received numerous honorary prizes, including a lifetime achievement award from South Africa's Department of Arts and Culture. But in 2007 he rejected induction into the South Africa Sports Hall of Fame, stating, "It is incompatible to have those who championed racist sport alongside its genuine victims. It's time -- indeed long past time -- for sports truth, apologies and reconciliation."
He is survived by a wife, eight children and many other relatives. - Sapa-AP

Source: Mail & Guardian Online

Web Address: http://www.mg.co.za/article/2009-12-27-poet-activist-dennis-brutus-dies

domingo, 6 de dezembro de 2009

Flamengo, Campeão Brasileiro de 2009

O Flamengo foi hoje, pela sexta vez, Campeão Brasileiro. Por enquanto quero aqui colocar os gols da virada histórica para oferece-loes aos meus irmãos, que pertencendo eles à Nação Rubro Negra, moram além fronteiras, por Portugal e Suiça.
Vamos cantar...

Uma vez Flamengo,
Flamengo até morrer...



 Torcida do Flamengo cantando com um fundo de funk...



Hino do Flamengo interpretado pelo saudoso Tim Maia com belas imagens




sábado, 5 de dezembro de 2009

20 anos sem Raúl Seixas

O músico brasileiro Raúl Seixas deixou-nos fazem 20 anos. Entretanto a sua música ficou para sempre para aqueles que a apreciam.
Lembro-me quando aqui cheguei, ao Brasil, tinha eu uma dificuldade de entender o meu gosto por um roqueiro brasileiro, meio matreco (brega) competindo com o gosto que tinha eu por um Led Zeplin, Pink Floyd, Jethro Tull e outros gringos de grande envergadura na música mundial.
Mas nunca fugi de ouvi-lo ou mesmo de comprar um LP,sendo inclusive o primeiro que adquiri aqui no Brasil logo no primeiro ano, em 1975, ainda em Itapetinga no interior da Bahia, aproveitando uns Cruzeiros (Cr$) dados por um tio.
Muito mais como forma de revive-lo, egoistamente digamos, do que homenageá-lo, colocarei aqui uns clips de algumas das suas interpretações, começando por a que eu sempre tive como um hino por a ter como um retrato de como eu via, e vejo, um modo de estar voltado para um constante aprendizado de lidar com fatos, palpáveis ou menos palpáveis: falo da música “Metamorfose Ambulante”.


Metamorfose Ambulante


Prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo...


Eu quero dizer
Agora o oposto
Do que eu disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo...


Sobre o que é o amor
Sobre o que eu
Nem sei quem sou
Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator...


É chato chegar
A um objetivo num instante
Eu quero viver
Nessa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo...


Sobre o que é o amor
Sobre o que eu
Nem sei quem sou
Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator...


Eu vou desdizer
Aquilo tudo que eu
Lhe disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo...


Do que ter aquela velha, velha
Velha, velha, velha
Opinião formada sobre tudo...

(Raúl Seixas / Paulo Coelho)












segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Comentário a uma crónica do João Craveirinha

No Pululu, blog do angolano Eugénio Almeida, li uma crónica de autoria do João Craveirinha intitulada de 'A origem do espírito brasileiro “anti-português” ". Lá deixei um comentário sobre algumas questões que não concordei com a interpretação do João C., e achei válido aqui reproduzir, com algumas correções de concordância e ortográficas sem alterar o conteúdo.
Para entender melhor o meu comentário, possivelmente fique melhor ao visitante da Lanterna Acesa ir até ao Pululu  e ler a crónica em questão.
Mas disse eu no comentário postado no blog do Eugénio Almeida:


É aceitável que todo "historiador" coloque um pouco da sua interpretação dos fatos, e ficamos nós, os mortais, no direito e por vezes na obrigação de discordar, ainda que parcialmente.
Neste caso vejo algumas distorções, ou erros de interpretação do João Craveirinha, como quando afirma que os brasileiros têm inclusive aversão às outras ex-colônias portuguesas devido ao vinculo histórico destas (ex-colônias e Portugal).
Erra também quando diz que esta aversão brasileira às coisas portuguesas “vem ressurgindo com toda a força”.
Moro no Brasil faz 34 anos, dos meus 49, continuo sem conseguir disfarçar o meu sotaque luso (nem tenho intenções de o disfarçar), e sei bem que a “implicância” com os imigrantes portugueses é infinitivamente menor de quando cá cheguei em 1975. E o meu exemplo é muito curto para o período que o João pesquisou. E uma “implicância” muito ligada ao humor brasileiro na carona das anedotas com o personagem “português”. Muitas vezes anedotas contadas por quem não sabe contar e que acabam ficando ridículas.
Mas o que queria eu dizer sobre o tema “anedota de português”, é que têm elas pouco a haver com a história de colonizador e colonizado e sim por um momento da história muito mais recente, já no Séc. XX, quando o Brasil recebeu um grande número de imigrantes portugueses de baixa escolaridade, lá nos tempos das Grandes Guerras Mundiais, o que deu asas para se confundir, muito possivelmente de forma proposital, o que é ser “ignorante” e ser “burro”. E, diga-se de passagem, os próprios brasileiros assumem que de burros esses portugueses não tinham nada, pois uma grande parte deles passaram aqui a viver melhor do que quando em Portugal ao conseguirem, com toda a “ignorância”, se transformar em patrões, sendo hoje algumas dessas famílias proprietárias de grandes grupos empresariais cá no bairro, ou empresários de menos imponência mas ainda assim de sucesso, como proprietários de panificadoras, confeitarias e outros empreendimentos de médio porte.

Fonte da imagem: Jardim de urtigas

domingo, 22 de novembro de 2009

Quem é o Lula?


Tenho no Lula e muitos que o ajudam a governar, pois ninguém o faz sozinho, como tendo formado o melhor governo das últimas e longas décadas.
Pilota a economia brasileira por trilhos que nunca andou. Economicamente o Brasil começa a deixar de ser um país da esperança para ser, de fato, umas das economias mais fortes do planeta e com perspectivas de dias ainda melhores.
Ainda que alimentando cada vez mais a iniciativa privada para que esta fique mais consistente, não deixa o governo do Lula de olhar pelos menos favorecidos.
Criaram projetos sociais visto por muitos como “caça votos” mas essenciais para amenizar a dor de muitos em um mega país onde as soluções reais e definitivas não acontecem de um dia para o outro. Falo do “Bolsa Família”, ProUne e outros,.. e estou com o Lula quando este quer transformar os Projetos em Programas solidificados em leis, para consolidar estas conquistas de forma definitiva. Se vão ver isso como uma conquista do Lula ou do povo, pouco me importa desde que os menos favorecidos sejam tratados com mais dignidade.
Já quando se trata de diplomacia externa, com grande participação do seu guru Celso Amorim, o Lula vem queimando o seu nome e a imagem do Brasil junto à comunidade internacional e mesmo dentro do seu eleitorado tupiniquim.
Apoios a governos com posturas de um Chavez, e com convites para visitar o país a um Ahmadinejad, mostra uma linha ousada mas irresponsável para que se transforme o nome de Lula em uma possível candidatura futura para a ONU. Fica claro que o projeto do governo Lula de fazer com que o Brasil tenha uma cadeira no Conselho de Segurança passou a segundo plano em relação ao de ter o Lula como “number one” da Organização.
Lula, como Presidente eleito democraticamente, governando um país que se quer democrático, que defende internamente a democracia brasileira, que sofreu com uma ditadura na pele, ele e alguns dos seus colegas que hoje nem mais por aqui estão para contar histórias, tem mais é que ser imparcial na luta contra qualquer variável de ditadura, contra os crimes em relação aos direitos humanos. Ele tem que se perguntar se na época de dirigente de classes de trabalhadores, nos tempos de ditadura, ele colocava, ou se ainda hoje colocaria, possibilidades de procurar se entender com quem prende, tortura, mata, porque tem quem acredite que a liberdade de expressão é um inimigo da evolução social, porque religiosamente ou por visões políticas divergentes, grupos devam ser exterminados da sociedade.
O apoio de Lula a este tipo de atitudes no cenário internacional esvazia o seu espírito humanitário plantado em casa. Destrói todos os seus conceitos de democracia.
Quem é o Lula que queremos? O que conhecemos nas suas atitudes, ainda que com alguns escorregões, na sua política interna ou o Lula da sua política e diplomacia externa?
Quem é o Lula?

domingo, 15 de novembro de 2009

É certo que se convide ditadores, sejam eles religiosos ou políticos, com honras de Estado?

Por António Maria G. Lemos

Não concordo com o patrulhamento da imprensa em cima do governo Lula. Ressaltando os erros do seu governo em manchetes, e os acertos, em notas pequenas de ultima página. Mas cá entre nós, há coisas deste governo que apesar de achar dos melhores que já tivemos, também não consigo engolir em seco.
A sobreposição de valores próprios, típicos da nossa cultura, defendidos por ele em campanha e durante uma vida - que espero seja longa na política - em nome da "paz" (ou interesses comerciais) , não a vejo sempre com bons olhos.
Como por exemplo, que a diplomacia pragmática, (desculpem o pleonasmo), do governo atual, vem priorizando na agenda de encontros internacionais. Convidando, e depois claro, recebendo e sendo recebido por Tiranos. Sejam eles representantes de monarquias árabes , os ditadores do Irão e Líbia, o percussor da corrida da militarização na América do Sul; Chavez, que nos moldes do velho socialismo do seu Tio Fidel, precisa urgentemente de um inimigo internacional, para desviar as atenções do povo, sobre os verdadeiros problemas internos que assolam o seu pais. Pobre da Colômbia, que foi escolhida por ele, como sendo a “bola da vez”. Será por isso que o Brasil, resolveu dar prioridade de interesses nacionais, à compra de submarinos atômicos franceses? Baseado no princípio dos interesses nacionais; amigos-amigos, negócios á parte? Há que manter o taco do Chavez - também conhecido como “mamãe quando crescer eu quero ser Bolívar” - à distancia.
Deve o nosso governo priorizar o desenrolar do tapete vermelho a tais tiranos, e recebê-los com honrarias de Estado Democrático ?! Não haverão outros Chefes de Estado, de interesse nacional, menos antagônicos á nossa Constituição, para ser convidados?
Se Lula fosse bem assessorado, teria conseguido as mesmas vantagens comerciais, ou “ajuda para a paz”, se tivesse levado esses contactos ou investimentos diplomáticos, no patamar de ministros, como outros países o fazem. Assim , de forma simbólica, tentam mostrar aos tiranos que eles têm ainda que mudar muito, para poderem entrar pela porta da frente, e se sentar no sofá da casa que pretendem freqüentar.
Se o nosso governo fosse honesto consigo mesmo, não poderia se dizer a favor do respeito unilateral dos Direitos Humanos; liberdade de expressão, igualdade entre homem e mulher, abolição da escravatura, etc... Ser contra a perseguição ao homossexualismo, uso das crianças-soldado... e ao mesmo tempo lidar com tiranos que até hoje tem o seu "pelourinho" ativo, e em praça pública chicoteiam homens e mulheres em nome da Charia (lei religiosa). Lei mais do que medieval, (como a queima das bruxas no ocidente), usada por usurpadores de poder, que nada tem haver com a religião islâmica, que dizem defender.
Aliás se Deus existir, em qual formato religioso que seja, esses tiranos seriam os "fariseus" a ser expulsos do paraíso.

Somos a favor ou contra os Direitos Humanos?

Se podemos abdicar dos nossos valores humanos e culturais em nome de necessidades comerciais do país, porque então não começarmos com a produção e exportação de droga, que nem o Talibã no Afeganistão? Se os valores que achamos crer, e até bradamos ao mundo os defender, podem baixar no escalão das prioridades governamentais. Baseado nesse princípio, de uma só tacada , poderíamos matar dois, ou mais, coelhos. Passaríamos a produzir e exportar drogas, acabando com os subsídios à agricultura, aumentando assim as exportações, entrada de divisas, e melhorando consideravelmente a subsistência dos nossos peões de roça.
Os latifundiários ganhariam ainda mais do que já ganham... mas como se diz por aí, não há política perfeita, e em nome da diplomacia pragmática.
Sei que para alguns agora estarei sendo um tanto radical na minha "linguagem plástica/visual", sobre o tema; “Valores” x “Interesses” = Y : Y = Tolerância ?!
Nasci e morrerei tolerante, mas desde que o preço não seja o de ter que vender os valores que acredito e defendo.
Se elege um governo, por acreditar que ele jamais apertaria a mão de pessoas que desrespeitam os mais básicos e primordiais Direitos Humanos. E que venha a defender os valores que a nossa cultura política, religiosa e constitucional, defende. Abominando abraços de urso, como o foi o de Hitler e Stalin, que por um não respeitar os seus próprios valores constitucionais, acabou sendo invadido um ano depois desse "abraço de diplomacia pragmática", pelo exército do já então conhecido tirano nazi.
Um governo deveria representar não só os interesses econômicos, como também defender os valores da Constituição - pilar social, político da Nação - que ele representa.
Será que em nome da "pseudo-tolerância" cultural e religiosa, deveremos aceitar que filosofias, sejam elas políticas ou religiosas, estejam acima dos Direitos Humanos e da nossa Constituição ?















Manifestantes  no   Rio   de   Janeiro,  em   3
de Maio de 2009,  na  véspera  da  visita  de
Ahmadinejad que acabou por ser adiada.
Agora está agendada a visita do ditador ao

Brasil para Novembro.


Fonte da foto: Site do Estadão

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Fui à feira de imóveis, voltei com música...


Fui a uma feira de imóveis e voltei com 6 DVD’s de música.


Comprei o Zé Ramalho canta Bob Dylan (tá tudo mudando), lançado no ano passado; na onda nostálgica, dois da Elis Regina, sendo um show produzido pela TV Cultura (que vejo e ouço em quanto escrevo esta nota), e um outro produzido pela TV Globo, um do Toquinho, de um show em 1983 na RTSI, um do Deep Purple, onde posso ouvir Woman From Tókio e outras preciosidades, e por último um DVD de uma bela coletânea de gente brasileira, com algumas performances mais antigas, outras não tantas, como Rita Lee, Cássia Eler, Lulu Santos, Zeca Baleiro, Jorge Bem Jor, Titãs e tantos outros da boa música tupiniquim.

Comentando o DVD do Zé Ramalho, ainda que seja eu um suspeito para falar de alguém que já bato palmas antes mesmo de ouvi-lo, é mais uma grande performance deste nordestino. Para não haver frustrações, não podemos querer ali ouvir o Bob Dylan e nem mesmo as músicas no seu formato original. São versões com a personalidade interpretativa do Zé Ramalho, onde apenas uma música é em versão original e em inglês, ainda que interpretada pelo pernabucano, que é a"If not for you".
Destaco a participação em uma das faixas do grande guitarrista pernambucano, que tanto curti na minha juventude, Roberto do Recife.

Na minha consciência leve, e para garantir o código de ética de décadas atrás, estarei dividindo algumas destas belas performances em “K-7”, pois quando ali gravávamos as nossas músicas preferidas e a emprestávamos aos amigos ninguém nos classificava de piratas. Continuo apostando nesta alternativa, que como consumidores temos; Gravar o que compramos e dividir, sem fins comerciais, não deixando de usufruir das novas tecnologias, inclusive de comunicação, como a internet.

Por outro lado, já indico que comprem estes dois primeiros que já ouvi e que ouço, que são este do pernambucano Zé e o da Pimentinha produzido pela TV Cultura. Assim os terão na integra e com melhor qualidade.
E não comprem DVD e CD pirata. Não alimentem pilantras. No entanto, um "K-7" é sempre bem vindo!