segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Dia Nacional da Consciência Negra

Foto do site Publique ideias
Dia 20 de Novembro é no Brasil o Dia Nacional de Consciência Negra. Neste tão importante movimento de valorização dos afrodescendentes, o grande ponte negativo dos últimos anos foi a “conquista” das cotas dos negros para as universidades públicas.
É incoerente com a própria condição da (des)organização da sociedade brasileira. Um dos argumentos dos defensores é a afirmação que brasileiros brancos têm, em média, dois anos a mais de escolaridade do que negros e pardos, de acordo com dados de 2008 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ora, há que buscar outras estatísticas para melhor avaliar se este argumento é forte suficiente para se criar um código que gere mais chances  de acesso a uma universidade pública para negros e pardos do que para outros cidadãos brasileiros, que hoje não têm culpa alguma pela história dos colonizadores e brasileiros do passado e que têm tantas dificuldades quanto os negros de classes menos favorecidas.
Numa pesquisa feita em 2011,pela UFRJ apontou que os negros e pardos representam  54,1% dos desempregados e/ou desocupados no país. Isso quer dizer que 46, 9% são não afrodescendentes. Aqui fica à partida algo que me parece injusto. Os negros que representam neste caso 54%, por questões históricas, têm mais possibilidade de acessarem uma faculdade que os outros 46% da população que também têm marcas profundas deixadas pela história.
O Censo 2010 apurou que, dos 16 milhões de brasileiros vivendo em extrema pobreza (ou com até R$ 70 mensais), 4,2 milhões são brancos e 11,5 milhões são pardos ou negros. Ou seja, esses 11,5 milhões de pessoas tem mais possibilidade de acesso à universidade do que os outros 4,2 milhões de pobres que a história não os beneficiou no século XXI pelo os que os seus ascendentes possam ter feito em séculos passados.
Não coloco aqui em questão a história suja da escravatura. O que não se pode é prejudicar outros 4,2 milhões pois esses não estão tirando proveito algum no Séc. XXI pelo o que a história nos mostrou no Séc. XV e seguintes.
Sei também que se buscou amenizar a injustiça das cotas para negros e pardos criando-se cotas para os alunos do ensino público básico e médio. Para estes ficam 50% das vagas, e para os negros e pardos 20%. Ou seja, quem estuda em colégio público no Brasil são cidadãos de classes menos favorecidas, onde o negro tem uma grande participação nas salas de aulas, o que de fato confirma as estatísticas que usei como exemplo acima. Assim sendo, os negros que estão na maioria nas escolas públicas, disputarão com cotas de 50% + 20% o que se não é garantia de uma vaga é um facilitador bastante injusto para os demais concorrentes a uma vaga nas universidades públicas.
Penso se não seria mais simples, mais coerente, e por isso mais justo, adotar-se apenas as cotas para alunos da rede pública do ensino básico e médio.
Por que da definição de critérios que aparentemente buscam corrigir distorções da história criando novas distorções?
É claro que as estatísticas que aqui apresentei, embora reais, não sejam absolutamente do “tamanho” que passo aqui, mas conceitualmente me parecem o bastante para passar para os leitores os valores que defendo. O Brasil ainda tem sim grandes diferenças sociais, mas não concordo em soluções paliativas onde se invertam injustiças. É quase acreditar no ditado que diz que “ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão”.
O que o Brasil precisa, e urgentemente, é melhorar a qualidade no ensino fundamental e médio das escolas públicas. Fazendo isso o índice de aprovação nas provas de acesso às universidades das classes menos favorecidas melhorarão com bons níveis de competitividade com os alunos da rede particular.
Já sobre as cotas para os índios, que sendo justo, também estão contemplados nesta lei de cotas para negros, pardos e índios, até posso, e talvez deva, parar e avaliar de forma diferente. Isso porque os índios no nosso país continuam sendo tratados como nos tempos coloniais, inclusive no paternalismo criminoso, como achar que é bonito induzir os mesmos a não adotarem conhecimento tecnológico e por isso se manterem à margem do desenvolvimento. Manter culturas e os seus valores não é sinônimo de manter parcelas dos cidadãos do planeta à mercê da competição do mundo ocidental, que se nos parece cruel é real e não volta atrás. Só poderá ser melhorado, mas sem hipocrisias paternalistas ocidentalizadas.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

ProSavana... e a logística?


Áreas com relevo adequado
à agricultura mecanizada.
Em Maio deste ano estive em Moçambique, acompanhado por mais um diretor da empresa para quem trabalho, para avaliarmos o potencial para investirmos na agricultura, em especial no milho e soja. As terras e condições climáticas, com alguns cuidados, são de um grande potencial para se atingir bons níveis de qualidade e produtividade. A vontade do Estado, dos governos central e provinciais nos seus vários níveis, também é aparente para que encoraje os investidores.
O problema fica na logística, tanto no que se refere a transporte, mas sabendo-se que não é a única variável para a capacidade de escoamento da produção ser eficiente. Há a necessidade de armazéns graneleiros, ou silos, nas próprias regiões de plantio como nas estruturas portuárias. A capacidade de produção de Moçambique, por questões populacionais e mesmo econômicas desta população, vai além da demanda ou capacidade de consumo do país e a exportação não se dá apenas colocando a colheita sobre camiões e os enviar até à China.
Nessa lógica organizacional da logística de escoamento da produção, como do acesso aos fertilizantes e defensivos, ainda está muito imaturo o desenho que o Estado pretende implementar. Aqui devo fazer um parêntese, alertando que tão importante quanto o escoamento da produção é o acesso aos insumos, pois a tecnologia avançada que o mundo exige para se ser competitivo não está somente nos equipamentos de ponta, mas também bastante dependente de um adequado equilíbrio de nutrientes no solo, até para garantir que a terra continue sendo um dos poucos recursos naturais renováveis.  E estas necessidades são possíveis se houverem boas condições de acesso a fertilizantes e defensivos químicos. É claro que os custos dos mesmos devem ser compatíveis, mas trato aqui especialmente o tema de logística, que também depende de transporte e de pontos de armazenagem e/ou pontos de distribuição.
Voltando aos obstáculos em relação ao escoamento da produção agrícola em Moçambique, e que não vi ser devidamente tratado nos projetos de incentivo e busca de investidores.
Manutenção das estradas.
Percorri um pouco mais de 3.000 km de estradas, entre idas e vindas, partindo da Beira e por isso atravessando parte da província de Sofala, como das províncias de Quelimane, Nampula e Cabo Delgado. Além das vias principais como a EN1, grande parte das estradas rurais, de terra batida, têm condições bastante razoáveis para um bom escoamento sobre rodas. Temos no Brasil, em algumas regiões agrícolas, vias sem as mesmas condições e não se deixa por isso de ver bons volumes de produção nas mesmas. Ou seja, pelo o pouco que vi as estradas não são um obstáculo para a movimentação de produtos e insumos. Além desta via, em algumas das regiões por onde passei, o potencial de transporte por ferrovia é muito bom, talvez proporcionalmente aos tamanhos de cada país, até melhor do que temos no Brasil. É claro que com o aumento de fluxo, tanto as rodovias como as ferrovias demandarão de ainda mais  manutenção.
A questão fica realmente na implementação de uma política de logística por parte do governo. Não quero deixar aqui a visão que deva ser o governo a garantir essas condições, mas se o estado não abraçar a ideia de que no seu programa de incentivo à agricultura através de investidores como de incremento na capacidade técnica da agricultura familiar moçambicana há que se dar um bom espaço para logística dos insumos e produtos, penso que será um projeto que estará fadado ao insucesso.
O governo moçambicano precisa criar equipes de articulação entre os vários perfis de investidores que possam vir a se instalar no país.
Posso mesmo afirmar que nos contatos que tive com pessoas do Ministério da Agricultura e de outros órgãos públicos provinciais, não percebi qualquer planejamento ou trabalho nesse sentido. Em todos os níveis destas autoridades o que se percebe é que têm a expectativa que o investidor leve, e implemente, essa rede de forma completa. Chegamos a ouvir que acreditam que o investidor na cultura de soja possa inclusive instalar indústrias como de esmagamento de soja, para produção de óleo e farelo. Isso é pensar pequeno e limitar a motivação de grandes investidores.
Além de ser muito difícil encontrar um investidor que participe em todas as etapas da economia, como plantar, colher, transportar insumos e produção, armazenar, manufaturar, distribuir os seus produtos, ter as suas próprias prateleiras para oferecer ao consumidor final, não é também este um perfil adequado para uma economia que tenha pretensões de melhor distribuição de renda e que os investidores puxem para cima não só a qualidade técnica dos pequenos agricultores como das demais áreas da economia do país.
A empresa para quem trabalho no Brasil, até atua em várias das etapas que, talvez exageradamente, descrevi acima. Nós plantamos soja, milho, e cana de açúcar. Até temos a capacidade de armazenar toda a nossa produção de grãos. Mas o nosso negócio a seguir, de armazenar a nossa capacidade, não sobrevive se também não prestarmos serviços de armazenagem para outros produtores, inclusive para o estado brasileiro nos seus estoques reguladores. Nós até temos uma estrutura em um porto brasileiro para escoar os nossos volumes direcionados para a exportação, de plantio próprio e comprado junto a produtores, mas também não este negócio sobreviveria se ficássemos restritos aos volumes por nós gerados. Para pagar a conta e termos alguma rentabilidade nesse negócio, precisamos também ter outros clientes. Na cana de açúcar até que a produção total é direcionada para uma usina de álcool do grupo e esta é somente abastecida pela nossa produção de cana. Entre soja e milho, movimentamos anualmente mais de 2 milhões de toneladas e não temos um único caminhão ou trem (comboio) para o fazer.  Isso vale também para o escoamento de álcool anidro e hidratado. Simplesmente não é o nosso negócio. Até temos duas unidades de processamento de soja para produção de óleo bruto e farelo, mas não refinamos este óleo. Não é o nosso negócio. Tem gente sabendo trabalhar com isso melhor. Vendemos o nosso óleo degomado para eles, no mercado interno ou de exportação. É mais inteligente e acaba sendo mais saudável para a economia. Contratamos transportadores para movimentarem o nosso produto, pois são especialistas nisso e por isso mais competentes que nós.
Volto a dizer: no projeto de busca de investidores no agronegócio moçambicano, está faltando uma perna no seu planejamento que é esta questão da logística e de um trabalho direcionado para os vários perfis de investidores necessários para que a agricultura do país decole. Condições se têm, precisa-se é organizar melhor o que se quer e como fazer.
Literalmente pequenos produtores
na agricultura familiar.
E como moçambicano, não posso deixar de pedir. Moçambique deve buscar esses investidores, precisa deles, mas nunca esquecendo de implementar políticas que garantam benefícios para o pequeno agricultor e demais população rural do pais. As duas condições são totalmente compatíveis, mas há que induzir e garantir que assim aconteça.
Não se espere dos investidores que tenham na sua essência um perfil filantrópico. Isso é responsabilidade do estado com apoio de ONG’s sérias... mas só as sérias!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Refletindo nas influências do meu roteiro no Acordo Ortográfico


Ontem um amigo, português com parte da sua história em Moçambique, sugeriu-me que se eu em vez de ter vindo de Moçambique para o Brasil tivesse como ele ido para Portugal, como ele também seria eu contra o Acordo Ortográfico.
Isso me fez parar para refletir e vou aproveitar estar aqui a escrever para tentar organizar os vários flashes que estalam-me dentro da  cabeça.
Os ares influenciam o organismo e as mentes, é um facto...
Mas será que o meu amigo não vê em Portugal quem apoie o Acordo Ortográfico?  Que os que não concordam estes últimos tempos vêm fazendo bem mais barulho, é um facto. Mas será isso realmente um sinal de maioria absoluta? Sei que não. Sei que há sim muito português apoiando o Acordo. Talvez sejam esses o que o meu amigo classifica algo como sendo todos uns analfabrutos, cheios de modismos...
Eu ter vindo de Moçambique direto para o Brasil, sem nunca ter passado por Portugal, amando portugueses e moçambicanos, detestando reacionários e continuísmos colonialistas ou critérios de gestão ditatoriais, independente de nacionalidades e origens, e depois passar também amar os brasileiros, terá me feito uma pessoa mais universalista do que nacionalista? Até acho que sim, mas tenho amigos e conhecidos que tiveram trajetória igual ou muito similar à minha, estando ainda hoje no Brasil e são, não todos, contra o Acordo. Ou seja, mesmo com uma visão menos nacionalistas do que a média têm estes amigos também um posicionamento contra o Acordo.
Vejo, aqui no Brasil, brasileiros dos dois lados, os a favor e os contras... e os favor não têm nada de parecido com o meu roteiro originado dentro de fronteiras moçambicanas.
E, como em Portugal tenho visto, também se tem por aqui subgrupos. Os do contra com argumentos razoáveis e outros com argumentos bisonhos. Nos a favor, também temos estes sub-grupos, com classificações similares aos do contra. Com quem alinho são aqueles que são a favor exatamente por admirarem  a língua de Camões e não terem nenhum trauma de ser Portugal que aqui tenha plantado uma das línguas mais completas dos povos que habitam este planeta. Mas também têm convicção, que independente de número de habitantes brasileiros falando português, têm sim hoje uma certa “propriedade” sobre o português que anda pelo mundo, inclusive no falado em Portugal.
Argumentam os do contra, daqui e de lá, com algumas questões que não lembram o diabo - com letra minúscula para ele não se achar o gás da Coca-Cola – que vou tentar também refletir em algumas delas:
“C” mudo – começam já por dizer que nem sempre o “c” é mudo. Mas não perceberam que nas regras do Acordo já trata disso a favor da preocupação que têm com o “C” que não é mudo. Ou seja, para os casos que o “C” ou o “P” não é mudo, deve-se usar estas consoantes. Mas também se mostram preocupados como identificar certas palavras que têm significados diferentes. Perguntam como vamos tratar estes casos. Nem levam em questão já termos muitos desses casos na nossa Língua Portuguesa onde usamos a mesma ortografia para vocábulos com significados diferentes. E depois fico cá a pensar com os meus botões. Se o “C” é mudo, ao usar esta palavra numa conversa verbal devemos então explicar, no meio da conversa, ao nosso ouvinte que a palavra tem ou não o “C” já que não pronunciamos a consoante, pois é muda? O nosso ouvinte poderá não nos entender?
O dinheiro, quanto se vai ganhar dinheiro com este acordo – Falam nisto apontando o dedo contra as editores e/ou gráficas, e às possíveis comissões gordas distribuídas entre corruptos e corruptores, que na versão dos que têm este argumento terão os abocanhadores de cifrões  que reeditar uma montanha de livros. Quem diz isto não conhece dois conceitos básicos para uma boa administração de um negócio. O primeiro é o conceito básico de administração de estoques. Poucos estoques de matéria prima e insumos e menos ainda de estoques de produtos acabados. Em se tratando de livros, especialmente os de educação, passa este critério de gestão a ter um valor ainda maior em países como os nossos que todos os anos os alunos compram novos livros, pois estamos sempre a inventar uma forma nova de aprender a tabuada. Levando em conta isto, a segunda questão é tecnológica. Não se fazem mais “tipos” de impressão como antigamente. Hoje é tudo nestes computadores , via ferramentas apropriadas e que com programas especialistas que corrigem a ortografia de uma coleção completa de uma enciclopédia em alguns minutos antes de começarem uma nova impressão. E podem ter a certeza que não vão sair a recolher o que já está nas prateleiras das livrarias pois isso representa um custo altíssimo.
Os povos que usam as línguas inglesa e espanhola nunca precisaram de tratados – meia verdade, já que os povos que usam o espanhol têm sim um acordo ortográfico sendo que no próximo passado ano de 2010,  vinte e duas academias de espanhol se reuniram no México – isso, não foi em Espanha – para debaterem a necessidade de uma revisão do acordo em vigor e concluíram que o deveriam manter com apenas algumas sugestões de acentuação e outras pequenas questões. Ou seja, aparentemente o último acordo, que não me recorda agora em que ano foi, mas sei que foi no século passado, teve qualidade suficiente para se manter até então com apenas pequenas reformas.
Levanto eu uma questão: A língua portuguesa, nas sua ortografia, vem evoluindo mais em cima de critérios fonéticos ou etimológicos? – Faz séculos que vem sendo mais fonética do que etimológica a evolução da língua portuguesa. O exemplo sempre válido e conhecido pela grande maioria é a “pharmácia” dos tempos de Camões e a “farmácia” dos tempos atuais. Mas os defensores do desacordo ortográfico usam muitas vezes questões etimológicas sem questionarem a nossa farmácia dos dias de hoje.
Um dos meus conhecidos luso moçambicano que mora no Brasil, gosta muito de usar a seguinte frase para questionar o Acordo Ortográfico -: “Um bicho rasteirinho, se arrastando pelo chão, por que deixaria rastRo?”
Alerta o Joaquim sobre a diferença entre o “rasto” deixado em Portugal e o “rastRo” deixado no Brasil. É um belo exemplo, deixando as xenofobias de lado, de se questionar o Acordo. Mas na minha linha, como defensor de acordos ortográficos, é o questionar o último Acordo Ortográfico na sua qualidade de algumas regras adotadas e questões não tratadas. Sobre isto, de forma resumida, vejo que o Acordo precisa sim ser melhorado e como sugestão coloco que nas diversas formas de se pronunciar uma palavra nos vários países lusófonos que se tenha o critério etimológico como regra para desempate. Ou seja, acredito que o fonético seja ainda um grande responsável pela evolução da língua escrita, e que o etimológico seja o equilíbrio entre os vários povos usuários de Língua de Camões.
No fim concluo que continuo um defensor do Acordo Ortográfico, ainda que na expectativa que o mesmo possa ser melhorado. E melhorar não é sinônimo de desacordo. 

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Amor bandido?

Depois do "Presidente Dilma, me desculpe, eu te amo", Ministro Carlos Lupi tem dificuldades para explicar carona em avião de ONG.

sábado, 17 de setembro de 2011

“Esta terra ainda vai cumprir seu ideal”...Qual?

O artigo “Esta terra ainda vai cumprir seu ideal”, se fosse para voltar à infância, me faria qualificar o seu autor como “o estraga prazeres do grupo de amigos da escola”. Já o havia lido mas ao reler o mesmo no competente ma-schamba, me induziu a voltar a cronicar na Lanterna Acesa.
É de uma carga negativa tremenda. Começa por se apegar a uma infeliz colocação de um consultor para passar a idéia de que os agricultores brasileiros são uns colonialistas à moda antiga, quando as nações sobre as suas caravelas buscavam descobrir terras além mar, fazendo-se esquecer que o agricultor do cerrado brasileiro não é um aventureiro e sim um investidor que está diretamente ligado ao desenvolvimento do Brasil e dos bons  resultados dos últimos anos na economia deste país. No Brasil, como em outros países desenvolvidos, emergentes ou não, quando a agricultura vai mal, a construção civil vai mal, a indústria automobilística vai mal e por aí afora.
Depois coloca como se a noticia não seja de fato uma novidade. Como se o tema já fosse propagado aos investidores de agronegócios brasileiros há muitas décadas, mas que ainda assim os agricultores brasileiros não conhecem a realidade moçambicana e fazendo um desfile de motivos para que estes investidores tremam de medo e tomem cuidado com onde pensam pisar. Fala da vegetação diversa, fala da população de 12 milhões de pessoas organizadas em várias línguas e culturas, cada um com a sua história. Levanta a questão de ter sido aquela região o principal palco das guerras que Moçambique viveu.  Fala da inexperiência de relações sociais dos agricultores brasileiros.
Fala de um monte de aspectos negativos, de uma forma negativa, que me deixam na dúvida a quem ele pretende proteger. Se aos ingênuos produtores e investidores brasileiros ou se a Moçambique. No fim, vejo o autor da crónica desqualificando um e outros. A descrição que faz de Moçambique é quase de um território não apropriado para o investimento e fadado a se manter um território subdesenvolvido, com várias nações passando por dificuldades (isso ele não chega a deixar claro) e que não haverão de ser apresentados a outras alternativas de sobrevivência e desenvolvimento. Deveria ele fechar o artigo dizendo: Querem ir a Moçambique gastar uns trocados e participar assim da economia e um país exótico? Vão à Gorongosa ver os leões e crocodilos e por lá visitarem umas aldeias indígenas... coisas assim, de colonialista do antigamente. Eu aqui, de patrão turista, e vocês lá, fazendo parte de um quadro exótico!
Entendo as preocupações que temos assistido em Moçambique sobre a possível execução deste projeto ao norte do país. Entendo também alguns dos cuidados, como cuidados, que o Beluce levanta na sua crónica. Mas não concordo em absoluto com o seu posicionamento negativo, sem apresentar sugestões para qualificar o projeto, como com a sua falta de lógica demonstrada em alguns momentos da sua crónica.
A afirmação que faz sobre não ser a disponibilidade de terras que atrai estes investidores brasileiros e sim a mão de obra barata é no mínimo maldade e até, tendo quem  acredite nele, deixar de cuidar do essencial. Digo isso porque sei, e o Beluce tanto ou mais do que eu, que a agricultura nos moldes atuais no cerrado brasileiro, de soja, milho e algodão, usa muito pouca mão de obra. E não haverá de ser nessa atividade que Moçambique poderá acreditar haver um retorno direto no índice de emprego do país ou das populações locais. Se Moçambique investir e se organizar para o restante da cadeia produtiva, como capacidade de pré-beneficiamento destes produtos e armazenamento dos mesmos, como até  o manufaturamento destes, ai sim haverá uma grande absorção de mão de obra.
Se Moçambique fizer um planejamento competente no uso da terra, este tipo de projeto não deve trazer prejuízos aos pequenos agricultores, podendo e devendo trazer sim valores agregados como tecnologia de ponta mais ao seu alcance.
Moçambique deve, com toda a certeza, avaliar o currículo dos investidores brasileiros, porque também aqui temos aventureiros ou aproveitadores. Deve Moçambique ter um cadastro levantado junto aos órgãos competentes brasileiros, como Ministério da Agricultura e Ministério do Trabalho, de cada um dos investidores que se apresentar para fazer parte desse projeto. Isso será muito fácil de o fazer, levando em conta a aproximação que sabemos existir entre os dois Governos dos Estados envolvidos.
É um projeto que tenho convicção poderá trazer grandes benefícios para Moçambique com bons resultados para os investidores.
Não há que nos prendermos a frases de efeito dos “Beluces”  como a que me referi anteriormente sobre estarem os investidores buscando mão de obra barata, quando eles sabem que não é, não para os plantios projetados, a mão de obra um componente comprometedor nos custos de produção. Não pelos baixos  salários, mas sim pelo pouco uso num plantio e colheita cada vez mais automatizados. Não querer vender a idéia que o que se vai plantar, milho, soja e algodão, não terá como foco o alimentar os moçambicanos porque destes só o milho se presta para o alimento. Ora! O que se faz com soja? Tanto atende como alimento direto para os seres humanos, pois trata-se de um feijão com alto teor nutritivo, como alimento indireto, na fabricação de óleo comestível de alta qualidade e farelo que poderá tanto atender a indústria de alimentos como para rações animais que depois também se transformarão em alimento humano.
O que deverá ficar transparente é que estes produtos serão direcionados pelos investidores para os mercados mais rentáveis. Se o mercado de exportação estiver pagando melhor do que o mercado interno pagar, assim ele será direcionado. O Estado é que deverá ter dispositivos para direcionar a produção mais ou menos para consumo interno, seja através de subsídios, seja através de investimentos complementares para o processamento destes produtos dentro do país, especialmente o mais perto possível de onde os mesmos são cultivados diminuindo  assim os custos de logística buscando custos finais melhores para os consumidores internos.
E fundamentalmente há que acreditar que o que alimenta uma população é dinheiro no bolso. Dinheiro no bolso, do estado e dos cidadãos, nos dá a condição de nos alimentar de comida, de acesso à saúde, à educação, e de acesso a tudo que uma sociedade tem direito, independente de culturas ou credos religiosos.
O Estado que fique com a obrigação de garantir investimentos, de criar condições de infraestrutura para o desenvolvimento e de garantias da melhor e mais justa distribuição de renda possível.
Sobre a competência dos agricultores brasileiros e da cada vez mais necessidade de produção de alimentos, deixo aqui um link pedindo desculpas antecipadas pela propaganda ao produtor deste vídeo. É que independente dos interesses comercias deste em relação aos mercados de fertilizantes e defensivos brasileiros, é uma matéria que mostra números que devem ser refletidos.

*Quem sabe um dia destes eu não venha a escrever algo sobre como o desenvolvimento dos Estados do Mato Grosso do Sul e Mato Grosso vem evoluindo desde que os agricultores de soja, milho e algodão foram para estas terras plantar o alimento e outros produtos essenciais para o planeta.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A Beira, por Alberto Feliciano Marques Pereira

A Beira foi uma cidade que meu viu jogar ao berlinde nas covas feitas nas ruas de terra batida do Macúti. Entre a Ponta Gea e o Macúti vivi intensamente a minha infância entre os 5 e 12 anos, de 1965 e 1972 e passei a me entender como beirense ainda que tivesse nascido na capital Lourenço Marques. Se às vezes a traí, só pela Vila Pery quando por lá morei de 72 a 75.
Todos os outros lugares por onde passei por Moçambique foram sempre amores momentâneos. As paixões ficaram de fato pelas praias da Beira e depois mais tarde pelo Pôr do Sol do Chimoio.
Sabemos que todas as histórias têm passagens mais e menos bonitas, e a da Beira não haveria de ser diferente. A visão do Alberto Feliciano Marques Pereira, em 1966, pelo livro “A Arte em Moçambique”, foi-nos contada assim:



terça-feira, 9 de novembro de 2010

Lula viaja para Moçambique para inaugurar fábrica de medicamentos à Aids

Lula em  Moçambique, 09/11/2010
Origem: Site do MSN

Clonei o título deste post - melhor do que dizer que plagiei - de um artigo do site da "Folha", onde em pequena nota fala do objetivo da visita do Lula a Moçambique.
De imediato me lembrei de algo que escrevi a 25 de Março deste ano aqui na Lanterna Acesa sobre o tal investimento brasileiro em terras moçambicanas. O fiz incentivado por um artigo escrito pelo Machado da Graça, um respeitado jornalista do país que recebe o Lula como visitante para cortar faixas.
Dizia então o Machado da Graça que a a tal fábrica de remédios era de fato uma fábrica para embalar medicamentos para a AIDS (SIDA) e que os comprimidos eram enviados do Brasil.  Ou seja, que a tal transferencia de tecnologia ficava pelo investimento na estamparia em uma qualquer gráfica, que haverá de ter dono, e pelo que eu entendo agora também parte dos tais 13 milhões de reais para uma linha de empacotamento de comprimidos.
Será que o Machado da Graça e outros, como eu, estarão enganados e que o Brasil estará de fato passando a tecnologia na fabricação destes remédios e não apenas na embalagem dos mesmos?

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A Arte em Moçambique

Fazem uns 3 a 4 anos atrás, ou até talvez um pouco mais, que encontrei em um sebo aqui em Curitiba uma bela edição, relativamente bem conservada, da “A Arte em Moçambique”, de Alberto Feliciano Marques Pereira, editado em 1966.

Um material vasto e de muito interesse que vai da arte rupestre à arquitetura militar, da arte religiosa do Séc. XVII a XIX à escultura, prosa e poesia moçambicana.

Tão interessante quanto é ler já na abertura algo dito por Costa Almeida, como “É preciso conhecer o Ultramar para se ter uma idéia exata da verdadeira grandeza do nosso País”, e depois ler um texto de Fernando Couto. Ler algo de Dom Custódio Alvim Pereira, Arcebispo da então Lourenço Marques, como: " Mas estes, digo-o com orgulho, são a glória e a coroa de quantos trabalhamos nestas terras da África Oriental, por Deus e pela Pátria e depois lemos da poesia de Noêmia de Sousa: “Quero te compreender, minha África, Quero penetrar-te, sonhar contigo, descobrir-te nua e verdadeira, sofrer os teus desalentos, esperar contigo, sempre contigo! Porque só assim merecerei viver...”.

Sem prazos e sem compromissos, tentarei aqui no andar dos dias indo colocando, em formato de imagem, umas e outras páginas com textos e imagens registradas neste interessante registro sobre a “A Arte em Moçambique” vista em tempos que se tentava lidar com a imagem das Ultramarinas com valores regionais, mas sempre ligados à “Pátria”. Diz o Costa Almeida no texto que estarei colocando hoje, na íntegra, em formato de imagem: “ A facilidade e rapidez das suas comunicações com a Metrópole e com os territórios vizinhos, os numerosos visitantes nacionais e estrangeiros que chegam com freqüência cada vez maior, o súbito interesse de algumas nações estrangeiras por problemas que só a nós dizem respeito, tudo tem contribuído para que o Ultramar passasse para a primeira linha das certezas e Moçambique seja uma das mais promissoras parcelas do mundo português.”





* Clique com o mouse sobre as imagens para as aumentar de tamanho e se necessário ajuste o zoom para melhor leitura.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Será verdade?

Por muito tempo fui fã do Luis Inácio Lula da Silva e das conquistas do seu governo, respaldadas muitas delas pelo bom trabalho do governo anterior, mas o seu comportamento dos últimos meses, principalmente a partir da confirmação da sua candidata para o substituir, candidata esta que que atendeu a sua necessidade de ser seu próprio cabo eleitoral.
A escolha de um(a) candidato(a) desconhecida atendeu totalmente essa estratégia. Ninguém vota numa desconhecida mas vota em mim.
E no final tenho que aceitar que conseguiu atingir o seu objetivo, e confirmar que o seu nome tem de fato uma grande penetração junto ao povo brasileiro. Afinal, se não se confirmou que os badalados 80% da população brasileira vendo o seu governo como sendo bom ou muito bom tenha votado maciçamente na sua desconhecida mas à sua semelhança, conseguiu que 55% dos eleitores apostassem na sua candidata, ainda que 45% não tenham comprado essa idéia.
Parece que isto foi o bastante para que o Lula confirmasse uma promessa...promessa que vejo ser mais para  a sua vaidade do que para terceiros; vai registrar em cartório o que acredita serem conquistas do seu governo. Para isso já alocou um responsável em cada um dos Ministérios para fazer algo como um inventário catologando conquistas, números e obras em andamento.
Agora a população através dos seus impostos também tem que pagar esta conta.

Adenda: Mais informações, aqui!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

gaudium et spes, o espaço do Dr. Carlos Adrião Rodrigues

Eu sou reconhecidamente, por mim e por pessoas chegadas a mim, um tanto distraído. Tão distraído que nunca tinha me apercebido que o renomado advogado luso-moçambicano Dr. Carlos Adrião Rodrigues tem o seu espaço na blogosfera, ainda que não escrevendo com a freqüência que agora eu gostaria que tivesse.

Abaixo coloco uns retalhos de um dos post’s do seu blogue “gaudium et spes”. Selecionei meia dúzia de parágrafos para dar uma idéia da importância de um dos seus textos, intitulado "História do Zeca Russo ou o assassinato de chefe de policia”. A história começa no ambiente do Moçambique colônia e acaba no Moçambique independente.

Não indico que leiam os parágrafos salteados que aqui coloco, mas sim que cliquem com o mouse sobre qualquer parte destes parágrafos para migrarem imediatamente para a integra do texto no blogue do autor, até porque lá poderão ler ouros textos tão interessantes quanto este.

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O Zeca Russo foi uma figura mítica na Lourenço Marques colonial. Filho ou sobrinho da moça das docas, figura que povoava os primeiros poemas do poeta Virgílio de Lemos, era jovem, bem parecido, simpático no trato mas cedo se começou a meter pelos trilhos do pequeno crime. Um furto aqui, uma burla acolá, adquiriu também a fama de ser uma espécie de Zé do Telhado que roubava aos ricos para dar a pobres. Não seria bem assim, mas a verdade é que ajudava a mãe, pessoa pobre que o adorava e não fazia a menor ideia da origem do dinheiro que ele lhe dava. Ao mesmo tempo Zeca ajudava familiares e amigos também pobres, com pequenas importâncias, cuja posse atribuía sempre ao trabalho ou a pequenos negócios de ocasião. Segundo me contou a sua advogada, Ruth Garcez, nesta fase ele sempre teve a preocupação de disfarçar e justificar a origem dos fundos que doava a familiares e amigos pobres, de modo que estes tinham por ele grande estima.

Nessa altura, o nosso grupo (eu, o Eugénio Lisboa, o Rui Knopfli, o Fernando Magalhães, o Zé Craveirinha e outros) colaborávamos ( à borla ), na TRIBUNA cuja redacção era chefiada pelo Gouveia Lemos, que, esse, não trabalhava à borla mas se via à nora para receber o vencimento. A Tribuna era o jornal da oposição, tanto quanto a censura deixava, e funcionava democraticamente. Assim, perante tal boato, o Gouveia Lemos ouviu-me primeiro, como jurista do grupo.Eu expliquei-lhe que essa coisa de entrega administrativa de presos policia a policia de países diferentes não existia no nosso direito e que a sua prática podia transformar a detenção pela policia moçambicana em sequestro, o que seria grave A única medida admissível era a extradição,naquele caso inaplicável, porquanto o Tembe era português e o crime porque seria julgado na África do Sul era punido com pena de morte,contrátia à ordem jurídica portuguesa o que impedia a extradição..Portanto o boato merecia uma notícia desenvolvida ou mesmo um artigo de fundo.


O 25 de Abril, em Lourenço Marques, foi um pouco estranho.Logo de manhã, pelas 8 horas, uma parente minha que trabalhava na TAP, me telefonou avisando que algo tinha acontecido em Portugal. A partir daí, comecei a dar trabalhos forçados ao meu “ Nordmend world wide”, que apanhava tudo quanto era estação a transmitir em onda curta, enquanto deixava outro rádio ligado para a rádio local que se limitava a repetir o noticiário da noite anterior. Mas a EN,de Lisboa não deixava dúvidas, pois transmitia o comunicado do MFA, dando conta, sem pormenores, da revolução. A BBC e a France International davam mais pormenores, todavia escassos. De modo que quando às 10 horas, um militar ligado ao serviço de informações do exército me telefonou a perguntar se eu sabia se o golpe era do Kaulza ou do Spínola, foi com muito gozo que lhe respondi que era do MFA.


sábado, 9 de outubro de 2010

Carta para a família, comentando as eleições.

Em e.mail para algumas pessoas da minha família, onde adicionei alguns amigos especiais, comentei sobre as eleições o que reproduzo abaixo.

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Querida Mana, família, e amigos especiais,


Vou então dar a minha visão sobre as fotos do tal e.mail, que anda rodando os e.mails brasileiros, e “entretantos”.
A Dilma pertenceu de fato a um grupo armado que lutou contra a ditadura militar brasileira. A correlação das fotos de vítimas à imagem da Dilma não passa disso. Não são elas vitimas de balas disparadas pela Dilma. O que se sabe, inclusive, é que ainda que a Dilma tenha pertencido a um grupo guerrilheiro na década de 70, nunca teria disparado uma arma. Usarem essas imagens para abater a candidata do PT chega a ser piada, ainda que de mau gosto.
Dizer que o Serra é um ditador é outra piada de mau gosto. O Serra sofreu tanto com a ditadura militar como tantos outros democráticos ou até mais do que alguns ditos mais à "esquerda". Teve que se exilar porque senão entraria dentro e naquela época ninguém sabia se depois saía.
Tu sabes como sempre fui, e sou, PT. Mas passei a ser muito mais o PT do Lula. O PT que teve a sabedoria de levar em frente um projeto econômico que nunca foi do PT há época de quando o mesmo tentou as primeiras vezes se eleger presidente, e sim que começou no governo Itamar Franco, goste eu ou não, quando tinha o Fernando Henrique como ministro. Ali se começou a costurar a grande virada da economia brasileira e depois, como presidente, o Fernando Henrique solidificou os trilhos a serem percorridos. Sou PT do Lula que criou, aí sim bem diferente do governo do PSDB, projetos como o Bolsa Família. Não me venham com a história que o que se tem é que criar empregos e não dar esmolas. Emprego não se gera, para todo mundo, de um dia para o outro. E em quanto não se tem emprego para uma família há que subsidiar, e não dar esmolas, para que haja um mínimo de condições de vida para os menos privilegiados e não olhá-los como se fossem animais na busca da sobrevivência. Sou PT do Lula que garante a liberdade de imprensa, ainda que ultrapasse alguns limites quando critica a imprensa de forma generalizada.
A minha grande frustraçãocomeça quando aparecem os escândalos de corrupção dentro do PT (não do Lula), e perceber um Lula acuado devido aos apoios políticos de que depende, e não se posicionar claramente contra estes atos. Ajuda a trabalhar para que tudo fique debaixo do tapete. Faz isso também por uma outra característica que começa a ficar evidente: a vaidade! Não manchem a imagem dos companheiros porque estarão manchando a minha. O Lula começa a mostrar que está ficando extremamente vaidoso, o que é diferente de orgulhoso. O vaidoso fica surdo, não ouve críticas. O vaidoso é perigoso porque quando fica excessivo, cria artimanhas para manter a sua imagem intacta e outras tantas para que seja ainda mais adorado.
Com esta minha preocupação com a vaidade do Lula, que se pode transformar perigosa, e ao tentar interpretar a candidata fabricada pelo PT a minha frustração sobre um projeto político de longo prazo e eficaz para este nosso Brasil dá uma soluçada.
É que de fato não gosto da Dilma. Alguém que faz cirurgias plásticas que não me parecem estar vinculadas à vaidade legitima de uma mulher. Foram cirurgias claramente direcionadas para ter uma imagem física (facial) que seja mais simpática a uma parte de ingênuos eleitores.
Tenho a convicção que como uma figura criada por um grupo que perdeu para os escândalos os seus principais candidatos ao cargo máximo dos brasileiros, terá a Dilma grandes dependências do PT que não gosto. Do PT do MST com perfil de guerrilha que a Dilma diz não aceitar hoje. Do PT que tem sim relações com as FARC que tanta gente mata na Colômbia e que luta, esse PT, para que saia este grupo da lista de grupos terroristas. É uma pena ver um movimento tão legitimo como o MST ser tão mal pilotado politicamente.
Tenho receio que esses pilotos tenham mais poder de manipulação com a Dilma do que têm até então do Lula com a sua própria personalidade. Tenho muito receio que esses pilotos tenham muito mais poder de persuasão junto à Dilma do que no futuro o Lula tenha sobre a mesma.
Por isso o meu voto "não é" da Dilma.
Ainda que com a sensação de um soluço, confio mais na sequência de um bom projeto político para o Brasil dando o meu voto para o Serra.

Beijos,

Zé Paulo



PV seja sempre PV

Por António Maria G. Lemos

Existe um texto correndo na internet que parece que foi escrito por um Professor de filosofia da UFES, autor dos livros Iara e a Arca da Filosofia, que não li. Digo “parece”, porque na NET-manipulada de hoje, há tanta coisa correndo em nome “de” que se ele ou ela soubessem, voltariam a morrer. Por isso deixemos o professor em paz, e vamos ao texto em si.

Confesso que achei o texto meio chorão e panfletário demais, principalmente se veio de um professor.

A minha opinião sobre que penso que a Marina vai fazer, ela e o partido PV, é o de optarem pela neutralidade e deixar que os eleitores que os apoiaram no primeiro turno escolham por si próprios. Os religiosos que a apoiaram, - espero que a turma do Bispo Macedo & Cia não esteja por trás dela, que é dos poucos "poréns" que eu teria a apresentar à candidatura dela - não vão com o "pragmatismo religioso do PT", que convida a Líbia e o Iran, e faz pressão para a seleção canarinha ir fazer política em Teerã. E por isso, creio que eles não vão querer apoiar o PT.

Por outro lado o professor coloca no seu texto, a sigla PSDB/DEM, como se isso representasse que o PSDB iria fazer concessões ao DEM que passassem da linha do partido do PSDB. Como se havendo a sigla PT/PV realmente significasse que o PT agora iria fazer o que realmente não fez nos últimos dois mandatos no poder. Balancear os interesses e prioridades econômicas com as da natureza.

Das poucas coisas que poderia repreender no governo PT, seria a sua política externa de um cinismo atroz, compactuando com ditaduras, quando eles mesmo sabem o que é sofrer debaixo de uma. O Amorim para se defender dessa acusação diz que é ingenuidade não ir por esse caminho, e o governo que não faz que jogue a primeira pedra. Um misto de pregão cristão com anarquia de valores, que nos leva a pensar que se é assim, porque não produzirmos cocaína também, e concorrermos no mercado da droga com o Afeganistão? Afinal sempre haverá quem não possa jogar uma pedra e prefira a Coca do que a Heróica.

Fora a alergia que tenho à política externa do PT baseada no "atire a primeira pedra que nós devolvemos pedregulho", foi no governo PT, e não no PSDB que o Brasil aceitou que os produtos agrícolas geneticamente modificados entrassem na agricultura do pão nosso de cada dia. Também comprovado por organizações não governamentais de respeito internacional, está provado que com o governo PT, a desmatação não só da floresta Amazônica, deu um pulo bem drástico. Claro que os mais populistas do PT dirão que isso são campanhas do USA. Vende-se bem esse argumento junto às populações menos informadas. Vide Chaves e Morales.

Comprovando assim que o PT, sem DEM, em termos de PV, desmatou mais do que o PSDB do governo do Fernando Henrique. Porque é que agora seria diferente com o PSDB/PV?

Conclusão, Marina não se deixe manipular nem por um nem por outro. Você sempre mostrou saber reconhecer os prós e contras dos governos Lula e Fernando Henrique Cardoso. Quem é informado e não burlado também sabe os passos que ambos deixaram calcados na História do Brasil . Por isso escolha com honestidade e conseqüência na interpretação dos valores e filosofia do seu partido, se quer ou não fazer aliança com PT, PMDB ou com ...o PQP. Mantenha-se fiel a si e ao partido e escolha o que achar melhor para o Brasil, que de política de auto-proclamação pessoal já existem excessivos exemplos na política, que o resto será História, que você e o PV estarão escrevendo.

Adenda:

PS. Depois de 3 mandatos de um partido no poder, mostra a História mundial, que a tendência é começar a enferrujar e a corromper. Por isso se der PT mais uma vez, nas próximas eleições serei a favor da mudança, como o fui, há 3 mandatos atrás.



terça-feira, 7 de setembro de 2010

Falso procurador...

Na cauda do PT do Lula sempre percebemos haver a banda podre. Tão podre que se enche de insegurança e acabam por adotar estratégias assustadoras.
Cada vez ficam mais fortes as evidências que mais este escândalo, o da quebra de sigilo de dados da Receita Federal referente a pessoas ligadas ao candidato tucano a presidente, está sim ligado a pessoas de uma das bandas podres do PT.
E queiram ou não queiram, a insegurança deve sim bater na porta de quem pensa em votar na Dilma do PT... de que banda?

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Ainda as touradas...do João Tunes

A argumentação do Paulo Santiago para bater nos comentários dos anti-touradas no “post” do João Tunes, do Água Lisa, tem pontos interessantes que penso devem ser refletidos.

1- Começa por se mostrar, o Paulo Santiago, um apreciador das touradas, diferentemente dos comentadores anteriores, mas que democraticamente aceita quem não goste e até, cheio de bom senso, sem imposições das suas verdades. No entanto classifica de falso moralista um dos comentadores anteriores (eu?!), exatamente porque não pensa como ele;

2- Classifica de falso moralista porque esse comentador estaria levantando a questão que no pulo do boi para as arquibancadas quem leva a pior é uma criança de 10 anos levada, possivelmente, pelo seu pai. Tenta esclarecer que crianças também se machucam numa outra bancada qualquer, até mesmo em um cinema. Imagino a cena de um boi sendo atiçado e maltratado entrando por um cinema adentro, ou até mesmo um personagem de um filme, maltratado pelo inimigo, saltando da tela e sair ao estalo com o pessoal da platéia. Penso mesmo que o Paulo Santiago imagina ser saudável levar uma criança de 8 aninhos assistir o “Exorcista”...é que neste caso podemos mesmo dizer, ainda que simbolicamente, que algumas cenas saiam da tela e entrem nos pesadelos e inseguranças desta criança.

Aqui o Paulo Santiago não separa as causas de um possível pânico. Coloca tudo no mesmo tacho. Não deixa de ser uma forma de analisar, ainda que longe da “minha verdade”, ou melhor, da minha lógica de analisar um evento.

3- Defende o Paulo Santiago que quem não gosta de touradas, e aqui ele não aponta o dedo só para os falsos moralistas, se esquecem que os touros nascem e são criados para serem toureados, ou seja, para serem torturados, como se isso fosse um ponto positivo e não negativo. Bem, não deixa de ser uma forma de se ver o tema, ainda que longe de passar perto da “minha verdade”, ou seja, da minha lógica ao analisar um evento, neste caso o evento especifico “touradas”. É que não consigo ver algo como positivo como se criar e treinar cães que servirão apenas para um dia serem cães de briga...nem galos, nem qualquer outro animal irracional sendo induzido por ditos animais racionais a viverem para morrerem para divertir. Mas penso que esta “minha verdade” deve passar mesmo longe da verdade do Paulo Santiago. E neste caso tenho até receio que o Paulo Santiago passe a defender a minha verdade; não vá ele propor para se exterminar os pobres cães e galos, pelo menos o das raças que fisicamente melhor se adaptam ao estilo do “esporte” a serem envolvidos.

4- Diz também o Paulo Santiago que os anti-touradas esquecem-se da mesma forma que os toureiros travam uma luta leal e nobre com o boi (teimo em achar que é boi e não vaca, ainda que não castrado). Não conta ele é os detalhes dessa lealdade, como antes do tal “matador” contar com a estratégia de se fazer com que a força do boi se iguale ao mesmo. Neste caso igualar-se por baixo. Não detalha ele que depois da cornetada no “shofar” entram na arena um boi, aproximadamente três toureiros, mais de meia dúzia de banderileros com as suas leais lanças tendo na ponta uns doces arpões, um ou dois cavaleiros, os famosos picadores dos bois, e ainda mais uma meia dúzia de auxiliares de banderilleros e picadores. Todo este nobre grupo, em forças de igualdade com o boi, trabalham para que este animal de chifres canse, perca forças até jorrar sangue pela boca, e ofegante encare um leal e nobre matador para lhe dar o golpe final com a sua espada, real ou de mentirinha quando se adia a morte para a tal segunda-feira.

5- É que defende o Paulo Santiago que a tourada em Portugal, diferente da Espanha e outros lugares, não se consuma na morte do boi dentro da arena por herança do Salazar, com o seu espírito de falso moralista. Não é que aqui concordo inteiramente com o Paulo Santiago? Os defensores do Salazar realmente apregoam que a ditadura deste fenômeno não matou assim tanta gente e que só torturava um pessoal assim que meio avesso às suas verdades. Ou seja, que o Salazar no fundo era bom homem. É que parece que só matava os bravios e selvagens... os ditos que tinham uma visão radicalmente diferente da verdade dele...mas nunca aos domingos, por ser um dia santo...contam que esses bravos homens só levavam o golpe final às segundas!

5- E o fechamento do Paulo Santiago é triunfal. Parece mesmo que em pose de grande toureiro. Diz ele: “Terminando, só vai à tourada quem quer... Só acredito no moralismo dos anti-touradas quando passarem a ser vegetarianos...”.
Fico só na dúvida se o boi chegou lá pagando bilhete, como convidado ou como convocado.
Sim...mais uma dúvida! Será que o Paulo Santiago é conhecedor do que se trata de uma cadeia alimentar? Olha que neste caso não falo aqui da cadeia do Salazar. Falo da sequência de seres vivos alimentando-se uns dos outros.

Será que os leões também toureiam gazelas? Penso que não, afinal são irracionais.



* Foto roubada no Blog do CKO

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domingo, 8 de agosto de 2010

Cuidado com o prejuízo político!!!

Ex-tenistas brasileiros famosos reagiram fortemente contra uma colocação do Lula a um adolescente que questionava a não existência de tênis em um complexo desportivo no seu bairro. A revolta dos ex-tenistas tem sim razão de ser, mas não pode ficar limitada à colocação do Lula que qualificou o tênis como um esporte de burguês.
O adolescente, orientado ou não por terceiros, foi ao encontro do Lula quando este visitava um compelxo esportivo, em companhia do Governador do Rio, o senhor Sérgio Cabral. O adolescente filmou a sua conversa, mais discusão do que conversa, e registrou também os comentários entre o Lula e o Sérgio Cabral quando o primeiro, depois de ter indicado que o garoto adotasse a natação em vez do tênis de burguês, ouviu do adolescente que a população não tinha acesso à piscina.
O Lula, preocupado com o prejuízo politico com esta falta de acesso da população, orienta Cabral para que coloquem policiais ou bombeiros e deixem a população usfluir da piscina...tudo pelo prejuízo politico!!!
Mas pior do que as colocações do Lula, foi o comportamento do Cabral.
Vejam o video que roubei para aqui coloca-lo.


sexta-feira, 6 de agosto de 2010

65 anos

Em 06 de Agosto de 1945 houve um dos maiores crimes de guerra que se tem conhecimento.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

In memoriam

Estes, de quatro patas, não têm a opção se não entrar na arena...como por exemplo têm os que lá os pôem e nem sobre patas andam!

domingo, 1 de agosto de 2010

Tourada é uma questão cultural? E... também é?

Ouvindo Francis Cabrel interpretando La Corrida, vou-me afastando de "más companhias".

Bastardo

No GP da Hungria deste domingo, diferente do GP anterior na Alemanha, “o bem venceu o mal”.


Depois de vermos na semana passada uma ordem anti-desportiva fazer com que um Massa sem brios cedesse a primeira colocação ao chorão Alonso, vimos hoje uma grande ultrapassem de Rubens Barrichello sobre o Schumacher, quando este último, de forma irresponsável, o espremeu ao muro na tentativa de interromper o seu objetivo.
Logo após a ultrapassagem, pelo rádio com a equipe, Rubinho qualificou o ex-campeão de algo como “bastardo”.
Não deveria ser assim, talvez, mas gostei de ouvir tal desabafo, ainda mais vindo do Rubinho...e claro por se direcionar a (des)qualificação ao Schumacher que deve ser o maior ídolo comportamental de Fernando Alonso.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Gira discos


Fazem uns meses, havia comprado um Gradient Garrard para voltar a ouvir uns poucos LP's de vinil. Penso que perto de uns 70, não mais do que 80, de vários estilos. De Led Zeppelin a Louis Armstrong, de Caetano Veloso a Carlos do Carmo, e destaco uma coletânea muito especial do Zeca Afonso. Especial por ser do Zeca e por ter-me sido dada por um querido e saudoso amigo, o Quim Mancelos.
Pois não tive sorte com o tão desejado Garrard que com uma bela aparência, e teoricamente comprado de um vendedor de usados sério, não se deu a dar música para os meus ouvidos.
Primeiro tive uma tremenda dificuldade de comprar a agulha. Foi mesmo algo como procurar uma agulha no palheiro.
Na verdade quem a encontrou foi o meu irmão, a quem havia comentado a dificuldade que estava tendo e pedi-lhe que nas suas andanças, ao ver lojas direcionadas para equipamentos de som e discos, em especial as que trabalham com LP’s, fosse perguntando. O gajo é mesmo bom de palheiros e encontrou-me a peça rara. Apareceu-me, logo uns dois dias depois que havia-lhe feito o pedido, após o almoço lá no escritório e a me deu de presente. Já não consegui me concentrar durante a tarde toda. Já não me lembro bem que desculpa dei lá à turma, mas lembro-me bem que saí um pouco mais cedo que o normal.
Desde esse dia, que vivi uma grande alegria, vinha vivendo uma grande frustração...que cáca! Não deu música o Garrard e mesmo com todas as promessas do vendedor vir aqui a casa para o me arranjar, lá se passam uns bons mesitos.Tentei fazer de tudo por ele. Limpei os contatos o quanto basta, várias vezes, coloquei e recoloquei a agulha dezenas de vezes, olhava e olhava de novo todos os fios a ver se estava tudo ligado, media voltagem, rodava o prato com um LP, sempre na expectativa de um milagre. Som, só mesmo aquele que vem baixinho e metálico direto da agulha. Ainda que quase tivesse um orgasmo ao ouvir aquele ruído, nada de música para valer!...
Hoje, no meu horário de almoço, ao ir ao Mercado das Pulgas, pois haviam me dito que lá talvez arranja-se umas fitas para gravador de rolo – essa do gravador Teac vale uma outra história, mas essa só de alegrias – não obtive sucesso com o objetivo da visita.
Depois de ter aproveitado para explorar muita velharia boa, desde equipamentos de som antiqüíssimos, projetores de Super-8, de slides, mesas, cadeiras, aquecedores de água a gás do meu tempo de meninice, e tantas outras coisas boas de se ver e de sonhar em tê-las, ao despedir-me da senhora que me havia atendido e me deixado à vontade para fazer o tour pelo enorme galpão da Casa das Pulgas, apercebi-me que em uma prateleira descansava um “gira-discos” Kenwood P-58. Pareceu-me que havia também olhado para mim e cheguei mesmo a vê-lo a piscar-me um olho.
Fui lá olhá-lo com atenção. Um tanto empoeirado mas com boa aparência. E me chamou atenção que o cristal da agulha me parecia em muito bom estado. Será que teve pouco uso? Perguntei à senhora se o mesmo estava funcionando, e a resposta foi um tanto evasiva: “Penso que não”. Aquele penso que não, sem um tom definitivamente negativo deixou-me ainda mais enamorado. Perguntei agora quanto ele valia, e me informou que por R$ 70,00 podia o levar. Algo em torno de 40 dólares. Respondi-lhe que se me fizesse por R$ 50,00 (U$ 28,00) o levava. Ela aceitou a proposta... foi o bastante para o crime se consumar.
Paguei, meti-me no meu velho Fiat Spazio, ano 1984, e me mandei para o escritório. Tarde de reuniões...acabou passando rápido. Em um intervalo ainda fui visitá-lo à minha sala e liguei-o à tomada. Funcionou perfeitamente. Rodava o prato, e os comandos automáticos (!) a funcionarem perfeitamente...puts, agora esperar chegar a hora de me mandar para casa.
Cheguei em casa, fui dar a minha caminhada a pé com a minha mulher. Não tive coragem de inventar uma unha encravada para cancelarmos a caminhada de hoje...
No retorno, depois de fazermos o nosso lanche / jantar, fui montar o animal.
Perfeito!!! Som limpo, rotações perfeitas, tanto nas 33 como nas 45 rotações.
O primeiro LP a rodar foi Machine Head do Deep Purple, que se vê de relance na foto que acompanha este post, comprado em 1977, em Campina Grande, Paraíba, quando eu tinha os meus 16 anos, de idade. Quando comecei a escrever isto, com algumas pausas para apreciar mais atentamente a música, rodava um dos grandes de todos os tempos, Louis Amstrong, Hello Dolly, uma herança do meu Pai que foi um dos poucos que veio conosco de Moçambique em 1975. Ouvi isto muito na Beira, e depois em Vila Pery, entre os meus 8 anos de idade aos 14.
Agora, já quase vos dando boa noite, para que possam ir descansar, ouço o LP A Trick of the Tail, do Genessis.. Esse comprado no Rio de Janeiro em 1976, antes de ter-me mudado para o nordeste brasileiro. Tempos de Aterro do Flamengo, grandes tempos cariocas!!!
Mas agora aqui do sul do Brasil, Curitiba, vos dou boa noite. Descansem bem...eu vou ficar mais um pouco... vou colocar a vaquinha do Pink Floid a pastar (Atom heart mother).
Fiquem bem!

Ah! Para os curiosos, a fita que está no gravador da foto é a "Big Band Hits of the 30's and 40's.