“Os homens mais respeitados não são sempre os mais respeitáveis.” Marquês de Maricá (1773-1848), político carioca.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
Os meios justificam o fim? Depende se é o PT que os usa!
Não vou aqui discutir se a colocação do Fernando Henrique foi
ou não foi politicamente correta. O que vou aqui afirmar é que burro é quem
entende que ignorância seja sinônimo de burrice. Se não é burro sabe que não é,
no máximo não quer que os outros saibam, e isso não é sinal de inteligência e
sim de “espertice”.
Vou também aqui afirmar que os pobres no Brasil, e não falo
dos que um dia foram pobres e que através do que deu certo nos governos do PSDB e do PT passaram a ser classe média, têm sim muito menos acesso a
informações que as classes sociais mais privilegiadas economicamente. Como
também vou aqui afirmar que quem tem pouca informação não poderá ter uma
eficácia na interpretação delas. Afinal como interpretar e entender um conjunto
de dados para que possa concluir algo se não tem essas informações para as
interpretar? Se eu tiver um dado, eu poderei tentar interpretar e concluir sobre aquele dado. Se eu tiver dois dados, muito possivelmente eu vá ter outras interpretações ao fazer correlações e cruzamento de informações. Não se precisa nem ser inteligente para se concluir isso.
O PT, além da sua passividade em relação à corrupção
instalada, mantem de forma exagerada interpretações forçadas para assim induzir
o seu potencial eleitorado a concluir em cima de falsos critérios e buscando
passar o “mata borrão” sobre as manchas de tinta roxa para ir disfarçando e
negando crimes praticados por uma parte considerável dos seus partidários, como esconder outras ineficiências no seu formato de gestão.
Tem gente do PT julgada e presa por serem condenadas por atos
de corrupção mas o discurso é de que é tudo mentira! Que tudo isso só acontece
nos períodos de campanha. Parece até que o PT está em constante campanha.
Agora anda gente vomitando um monte de informações que veem
vindo à tona através de uma investigação da Policia Federal, que inclusive
dizem ser eles que veem incentivando para que tal investigação seja feita com
toda a autonomia que dão a este órgão, o que é outra mentira do PT, pois tal
autonomia quem dá é a nossa legislação e constituição e não um partido político
ou mesmo a Presidente da República. Pelo menos enquanto vivermos um estado democrático de direito. Mas tudo o que estão delatando, em nome da
transparência PTista, é mentira mesmo ao se perceber coerência entre as informações
dos dois presos que negociaram a delação premiada.
A Dilma se diz horrorizada pelas divulgações de depoimentos
dos dois acusados de participarem de uma quadrilha montada na PETROBRAS, mas
não comenta absolutamente nada sobre o conteúdo destes depoimentos.
Em novo ataque ao PSDB, Dilma fez a seguinte colocação:
"Eles destilam ódio. Eles destilam mentiras. Nós temos que responder com a
verdade e a esperança". Imagina se eles, PSDB, como também disseram do PSB
e da Marina, desfilam ódio e mentiras, o que é que o PT vem desfilando nestes
últimos anos, especialmente no perfil de campanha que o seu marqueteiro desenhou
para desqualificar os seus adversários nestas eleições? Mas, claro, o Lula já
disse que em campanha presidencial tudo vale. Só esqueceu de dizer que isso
vale só para cima dos outros, pois o PT e os seus líderes estão em cima de um
pedestal onde a crítica não pode chegar, onde é DEUS no céu e o PT na terra, e
para isso não há que avaliar os meios usados por eles pois justificarão o fim...
que medo tenho deste fim!
domingo, 21 de setembro de 2014
O que os números das doações falam sobre apoios às campanhas de 2014?
Um dos grandes argumentos do PT amedrontado com o desempenho
da Marina Silva nesta campanha é o teórico apoio de instituições financeiras à
candidata que um dia já foi ministra do Presidente Lula.
Isso porque uma das coordenadoras de campanha do PSB é a herdeira
do patrono do Banco Itaú. Digo educadora porque quando participou na formação
do programa do governo do então candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando
Haddad, era assim que Neca Setúbal era tratada pelo PT. Agora é tratada por
banqueira.
Mas fico refletindo cá com os meus botões o que o PT, se
fosse o transparente necessário, teria a dizer sobre a estrutura paralela de
instituições financeiras piratas que os seus partidários vêm usando para usurparem
os cofres públicos em nome de apoios à caminhada e governabilidade do país.
Estruturas organizadas em empresas estatais como os casos que vimos vendo nos
últimos tempos na Petrobrás, para não falarmos do já cansado mensalão. Instituições piratas coordenadas por doleiros
com organizações de redes de corrupção institucionalizadas e defendidas por
muitos como algo até aceitável para atingirem os ideais políticos do partido...
e de punho em riste como se festejassem uma vitória ou que bradassem por uma luta
pela vitória.
As instituições financeiras privadas, perto destas redes
piratas, são santas!
Depois os meus botões também lembram-me que o tamanho das doações
para as campanhas já ultrapassam um bilhão de Reais e que mais da metade foram
doações de empresas privadas onde entre as maiores estão instituições financeiras
e grandes empreiteiras e até empresas ligadas ao agronegócio. Adivinhem para
quem foi a maior parte destas doações? Preciso mesmo dizer que os candidatos do
PT foram os maiores beneficiados? Com quem estão as elites, PT? Ou estarão
estes empresários enquadrados no estado de espírito dos pobres?
Dizem que em campanha eleitoral vale tudo, menos tirar os
olhos. Assim os eleitores é que têm que ter a capacidade de filtrar o que
ouvimos dos candidatos e dos que falam por eles. Com essa capacidade de bem
filtrar é que se fazem bons eleitores, independente das suas próprias
convicções.
sábado, 20 de setembro de 2014
PT(istas) X Classe Média
O PT depois que atingiu o Governo Federal vem se lambuzando como um novo rico. E o engraçado é que tem a nova classe média como inimigo número um. Isso deve ser um problema para o seu programa contra a pobreza, pois transformar a classe baixa em classe média parece ser contra prudente para as suas convicções.
Quer dizer, eles, do PT, veem a classe média como o problema do mundo. Devem ser todos bilionários ou muito pobres. Tipo política dos extremos...
“Classe média é contra a bolsa família!”
“Classe média é contra as ciclovias em São Paulo!”
“A classe média é reacionária!”
“A classe média é fascista!”
“Classe média não gosta do PT porque...”
Chega-se ao cúmulo de ouvir do Lula a seguinte colocação, referindo-se aos resultados dos governos do PT:
"Oferecemos crédito para a população e graças a isto hoje o pobre ganha mais do que a classe média".
O medo da classe média é tanto que preferem acreditar que os pobres são menos pobres que a classe média, mas jamais classe média, muito menos classe média alta.
Ou seja, hoje para o PT classes sociais não são mais definidas por estatísticas econômicas e sim por estados de espírito, e para ser pobre baixa ser PT.
domingo, 7 de setembro de 2014
Eutanásia
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| Fonte da foto: GENIZAH |
Artigo de António Maria G. Lemos
Depois de ter relido a crônica
“Eutanásia” que o meu falecido pai escreveu em 1962 no jornal Tribuna de
Moçambique, percebi que a Eutanásia continua sendo um tema muito controverso. Debatido muito
emotivamente e até manipulado religiosamente.
Visto que não sei as condições em que a tal
mãe teve que tomar (certamente) tão dolorosa decisão. Não me aprofundarei ao
caso específico da crônica dele.
Uma coisa é certa, para ele abordar
esse tema, é porque pelos vistos mexeu com ele, e com os códigos éticos e
morais da sociedade da época.
Do ponto visto geral, sobre a eutanásia eu hoje lhe diria; Concordo com o direito à vida, e
que nenhum ser Humano tem o direito de condenar à morte outro ser Humano.
Por isso sou contra a pena de morte.
No entanto não considero a eutanásia
como um suicídio, ou como uma pena de morte.
Na pena de morte julga-se uma pessoa à morte
por diversos motivos, ligados ao julgado, e aos julgadores. E o “crime” ditado
pelos julgadores pode ser por motivos militares, religiosos, políticos, etc E
mesmo em estados democráticos, onde a lei se diz neutra e pragmática. A verdade
da realidade é que a justiça sempre balança de acordo com o dinheiro que se tem
para se defender. Nesses países as estatísticas provam que a maioria dos
acusados à pena de morte vêm das camadas mais pobres da sociedade. Exatamente
as que tiveram menos chances na vida desde que nasceram, e que não têm dinheiro
para pagar bons advogados. E as inúmeras pessoas que foram julgadas
inocentemente por essa Justiça, não voltam mais para reclamar o seu direito à
vida.
Se reconheço a Vida como direito
Humano, por mais hediondo que seja o criminoso não tenho o direito de cometer
com ele, o mesmo crime que abomino.
O suicídio está na sua maioria mais ligado a
um momento de desespero.
Muitas vezes consequência de um
sofrimento movido por desequilíbrio psíquico momentâneo, ou de longa duração.
Só quem sofre tal angústia deve saber que sofrimento é esse, que nós só
teoricamente sabemos explicar, mas esperamos nunca vir a conhecer.
Para uns deve ser um “cansar de
viver”. E para outros pode ser a fuga a uma nova realidade de vida, que de
repente são confrontados e que não creem ser capazes de a encarar. Há também os que suicidam por covardia. Para
não terem que assumir junto á sociedade, a responsabilidade por seus crimes ou
males causados.
Já a eutanásia está sempre ligada a resultados
científicos que hoje em dia, com uma grande precisão, dizem o que se pode
esperar da qualidade de vida que está para começar, ou da que nos resta.
Quando se chega ao ponto de se ter
que decidir pela eutanásia pessoal, ou a assumir para uma outra pessoa que se
ama, é porque já se percorreu um longo caminho doloroso. É uma decisão
influenciada por muitos altos e baixos, sofrimentos e esperanças, onde a
eutanásia resta como a solução “menos pior”.
Ou seja, a decisão pessoal ou não,
acontece depois de pensada e se ser confrontada por diagnósticos de
especialistas, e opiniões a favor e contra de amigos e familiares. É uma decisão que não dá prazer a quem a tem que tomar por outros, mas pode ser o
grande alívio de quem está sofrendo, ou irá sofrer uma vida inteira.
O direito á vida implica para mim, em se poder
realmente viver.
Seja como “normal” ou como
“excepcional”, palavras que não gosto de usar. E que a cada década são trocadas
por outras da ética social da época, e que provavelmente também não gostarei no
futuro.
Portanto digo “realmente viver”. Cada
um á sua maneira e limitações, mas Viver.
Quando o risco é de se estar
“condenado” simplesmente a uma “sobrevida” uma vida inteira. Então aí, estão
para mim muitos outros fatores em jogo. Qual a doença, qual o tipo de sobrevida
em questão, e a pessoa envolvida.
Se penso em certas situações de
sobrevida, que pudessem vir a envolver amigos e familiares, espero eu, nunca
ter que decidir por eles. Mas sei que não gostaria de ver uma pessoa que amo,
sobrevivendo contra a vontade dele, o resto da vida.
E como sei que se eu um dia não estivesse mais
em condição de decidir sobre a minha “sobrevida”, na minha família
provavelmente ninguém conseguiria tomar essa decisão por mim. Aproveitei que na
Suíça a eutanásia é legal, e já aliviei todos de tal decisão. Deixei essa situação,
que espero nunca vir a acontece, bem detalhada e descrita em documento
devidamente assinado por mim, e três
amigos meus como testemunhas. O mínimo
de testemunhas necessárias para assinarem esse documento legal suíço, que lhes
dará direito de assinarem a eutanásia por mim.
(Dentro das condições por mim descritas no documento.)
Esse documento legal arquivado na
Cruz Vermelha Internacional, poderá ser
solicitado em qualquer país. Reconhecido como a vontade de um Humano que a
assinou em tempos de saúde e lucidez. E desautoriza qualquer pessoa, seja
médico ou da família, a decidir o contrário.
Direito de decisão à vida e morte pessoal, a ser respeitado.
Estando eu lúcido o suficiente para decidir,
penso que também terei a coragem de o fazer. Visto que uma sobrevida amarrado a
uma cama ou vir só a “vegetar”, não quero viver.
Eu não sendo religioso, acredito e respeito a
Vida Humana neste planeta.
Com direito a decidir o fim.
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Jornalista Gouvêa Lemos
sábado, 21 de junho de 2014
Praça Afonso Pena na Copa em Curitiba
A Praça
Afonso Botelho, em Curitiba, foi provisoriamente desapropriada da população
curitibana para ser usada como espaço externo à Arena para atender a recepção
do público e imprensa nos jogos da Copa que por aqui se realizam.
Interessante
o quadro dos investimentos que vemos no painel. Relacionam como obras, os
seguintes itens:
- Instalação do canteiro (canteiro de obras da reforma do estádio)
- Drenagem de Água Pluviais
- Galeria técnica hidráulica /elétrica / T.I.
- Pavimentação das vias internas.
- Execução de piso provisório em blocos de concreto.
- Iluminação
- Infraestrutura – R$ 1.511.915,59
- Iluminação Pública – R$ 267.000,00
- Instalações Complementares – R$ 4.000.000,00.
Me chamou atenção a
seriedade destes números, ao ponto de serem transparentes até nos 59 centavos
incluídos nos gastos com as obras de infraestrutura relacionadas na tabela. Mas
achei estranho é a falta de clareza nos
4 milhões vinculados ao que chamam de Instalações complementares. A que
se devem referir estes custos complementares que são o dobro dos custos das obras, aparentemente
principais, que foram as de infraestrutura e iluminação pública?
Me deu um
nó!
Mas vamos
esperar pela revitalização da Praça, como comprometido... não sei bem quem se
comprometeu, mas alguém foi. Está lá no painel... embora para esta
revitalização não sejam apresentados quais os custos para a mesma. Se calhar são
as tais Instalações complementares... ou vem aí, de novo, um número de cifrões
ainda maior? E de quem será a conta?
De qualquer
forma, vamos reforçar aqui o checklist dos compromissos com os usuários da
Praça Afonso Botelho:
- Piso que compõe concreto com petit pavê, garantindo acessibilidade e preservando a memória da praça.
- Nova pista de skate.
- Playground com área de estar.
- Nova pista de caminhada.
- Decks de madeira para serem utilizados como área de permanência ou atividades diversas.
- Edificação de aproximadamente 1.100 m2 que abrigará sanitários públicos, sala de ginástica, vestiários e escritório administrativo.
- Quadra poliesportiva em concreto.
- Quadra de futebol de areia.
- Quadras de vôlei de praia.
- Academia ao ar livre.
- Espaço multiuso na concha acústica.
- Permanência do módulo policial existente.
Vamos
acompanhar tentando conhecer o custo também complementar com esta
revitalização, o cronograma da mesma, como depois comprovar a qualidade das
obras. Neste último tópico, que venha a ser superior ao padrão FIFA das obras que
vimos até então. A impressão que tenho é que quando caírem umas chuvas o
resultado será similar ao de uma maquiagem sobre um rosto suado.
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