sábado, 2 de maio de 2015

Eish! Zé Paulo, também estás contra a Dilma?!



Em conversa no Facebook...
  •  Carlos E. N R Eish! Zé Paulo, também estás contra a Dilma?!
  • Zé Paulo Gouvêa Lemos
    Alô,
    Carlos E. N. R.

    Não exatamente contra a Dilma. Sempre votei PT, exceto nestas últimas eleições presidenciais. Mas o problema não está na pessoa Dilma, de qual tenho até muito respeito pela sua história. O problema é que o PT vem se perdendo cada vez mais e perdeu totalmente o rumo quando assumiu uma postura de que vale tudo para se manter no poder.
    E com um discurso e uma atitude endeusada, como se fosse Deus no Céu e o PT na Terra; como sendo a única alternativa de esquerda aceitável, fazendo alianças aqui pela América Latina com o discurso pífio de integração Sul Americana com apoio a ditaduras disfarçadas de democracias.
    E o pior é que essa postura vem só alimentando posições radicais, da esquerda e da direita. Os fascistas usando os graves erros do PT para quererem provar que a esquerda faliu, e os radicais de esquerda dizendo que precisam radicalizar pois a postura do PT atual não vem dando certo.
    Os crimes econômicos estão aí e o discurso é de querer provar que eles já existiam, principalmente no tempo do grande inimigo PSDB, e esquecem que alcançaram o Governo Federal dizendo que estariam acabando com a corrupção alimentada pelas elites. Hoje grandes líderes do PT passaram a ser elite, pelo menos no que se define como elite econômica, mas continuam se dizendo pobres. Para o PT, ser rico (elite) ou ser pobre deixou de ser uma questão de classes sociais e sim de estados de espírito. Quando o Lula afirma que as elites da classe média são contra o PT porque "hoje o pobres ganham mais que a classe média" é o exemplo da perda do rumo total do PT que o Lula defende, até mesmo da perda do senso de ridículo. O PT vem trabalhando para acabar com a pobreza e depois critica a classe média. Estão, neste caso, num imbróglio esquizofrênico danado: se acabam com os pobres criam inimigos.
    O PT de hoje não tem nada haver com o PT que um dia me cativou.

domingo, 29 de março de 2015

Brasil e Moçambique assinam acordo inédito de cooperação... Será?


Fonte: http://www.noticiasaominuto.com/economia/367877/brasil-e-mocambique-assinam-acordo-inedito-de-cooperacao


Quem conhece na integra os termos deste acordo? Pelo teor da notícia parece vender a ideia de algo bom para os dois lados. Por outro lado, de novo, vejo o Brasil chegando a Moçambique com um acordo desenhado, aparentemente, unilateralmente. Diz a notícia que o acordo foi elaborado pelos Ministérios brasileiros das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior além dos representantes da iniciativa privada brasileira e potenciais investidores, a CNI - Confederação Nacional da Indústria e a FIESP – Federação da Indústria do Estado de São Paulo. Tudo certo. Fico é pensando cá com os meus botões quem terá sido que representou Moçambique e os moçambicanos quando do desenho deste acordo. Será que de novo ficou só nos gabinetes das salas do governo moçambicano, o que já será metade do caminho desperdiçado e fazer com que tudo seja só um acordo de fachada?
Digo “de novo” porque já conhecemos os efeitos desta postura em projetos que vejo até com bom propósito, como o PROSAVANA.
Será que conseguiram colocar lápis e réguas nas mãos de representantes da sociedade civil moçambicana a participarem da elaboração de tal acordo? Serei pessimista se disser que acho que não?
Voltando ao PROSAVANA, que foi um projeto que me fez, em 2012, voltar a Moçambique em companhia de um dos representantes dos sócios da empresa para quem trabalho, para avaliarmos o potencial de investimentos em território moçambicano. Tivemos a oportunidade, eu e o meu colega, de fazemos vários contatos, tanto com representantes do governo, como pessoas ligadas ao Ministério da Agricultura e com um Governador de uma das províncias moçambicanas, esta não localizada na região do PROSAVANA, como também com representantes da sociedade civil e muitos amigos que a vida me plantou na terra onde nasci, no sul e no norte do país.
Dos encontros com representantes governamentais eu saia sempre bastante motivado a induzir a empresa a investir no país. Sentia uma motivação, um otimismo, uma grande crença de todos que era um projeto sério e que deveria vingar trazendo bons resultados, inclusive para a população rural de Moçambique. Cheguei a sonhar que poderia participar de um empreendimento privado que levasse retorno para uma população que tanto precisa de acesso a uma maior qualidade de vida. Tenho até hoje comigo a descrição do projeto, com bastantes informações necessárias para os investidores interessados no projeto. É um projeto bonito. Só não era assinado por nenhum representante da sociedade civil, muito menos representantes da população rural que com toda a certeza seria a que mais receberia impacto com este projeto, positivos ou negativos.
Já quando conversava com amigos, uns ligados à imprensa, outros à agricultura como também de organizações representativas da sociedade civil, saia desses encontros tremendamente desmotivado. O desconhecimento desta fatia da sociedade com as verdadeiras intenções do PROSAVANA era marca registrada. Isso, claro, gerava uma extrema desconfiança das boas intenções dos governos envolvidos e dos investidores.
Dos 4 lápis do lado brasileiro, MDICE, MRE, CNI e FIESP, deveria ter sido sugerido que para o acordo ir em frente era preciso que a sociedade moçambicana estivesse presente, por representantes independentes e escolhidos por eles e não pelo Governo moçambicano. Não existindo isso não é um acordo. É sim um documento que tem como foco principal a proteção ao investidor brasileiro. É claro que qualquer investidor precisa ter garantias mínimas, mas mais do que eles precisam dessas garantias a população menos favorecida de um país pobre e sofrido que não pode ser explorado por isso.
...
Quem serão, ou como serão eleitos os tais provedores que devem intermediar possíveis conflitos de interesse?



 

Acesse no link abaixo a noticia na integra... falta é o acordo na integra...

Investimentos Brasil e Moçambique assinam acordo inédito de cooperação

 

 

sábado, 10 de janeiro de 2015

Eu sou Charlie



Levantam-se vozes questionando o slogan “Je suis Charlie” e o que ele vem representando no pós trauma do atentado ao jornal CHARLIE HEBDO. Nestas vozes há argumentos razoáveis mas há também as mais estapafúrdias argumentações.
É certo que um atentado na Europa, ou no dito mundo ocidental, aparece na mídia como uma força desproporcional em relação a atentados que acontecem em outros pontos do planeta, como por exemplo o que aconteceu hoje na Nigéria onde uma criança de 10 anos de idade foi usada como menina bomba matando 20 pessoas e deixando outros 18 feridos.
É também um fato a preocupação que se deve ter para que o movimento “Je suis Charlie” possa vir a ser mal usado pela ultra direita francesa como por movimentos reacionários e racistas de outros países europeus e de outros continentes.
Mas também me preocupa muito ouvir vozes na linha do politicamente correto aproveitarem o momento para alertar o mundo que há necessidade de respeito ao islamismo. Que o que vimos seja consequência do desrespeito das edições do Charlie Hedbo com o Islã.
Não! Dez vezes não!
Não se pode colocar isso na mesa dessa forma pois alimenta a ideia de justificar e fortalecer o fanatismo religioso. Nunca fui leitor do Charlie Hebo, mas conhecia alguns dos cartoons de algumas das vítimas deste estúpido atentado. Não vejo que eles eram desrespeitosos com o Islã, mas com certeza batiam de frente com posturas fanáticas de pessoas que usam da religião a justificativa para matar ou castrar a vontade individual de optar pelo seu próprio estilo de vida. Como vimos ontem na Nigéria onde o grupo terrorista Boko Haram, que luta por um estado nigeriano islâmico, embrulha uma menina de 10 anos de idade de bombas e a manda explodir-se no meio de um mercado porque diz acreditar que que a educação não islâmica é pecado, o que justificaria este tipo de barbárie. Além do que o fanatismo ligado ao islamismo não era o único tema deste jornal. Nem mesmo o Islã era personagem única quando se falava de questões ligadas às várias religiões instaladas no nosso planeta.
Ouvir gente reverenciando a atitude dos irmãos terroristas de Paris por terem devolvido o cachorro ao proprietário do carro que roubaram para dar continuidade à sua fuga e por terem declarado não matarem crianças e mulheres, é de doer na alma.
Os loucos se armam até os dentes, invadem o jornal e matam 12 pessoas. Para isso ameaçam matar uma criança para a mãe lhes dar acesso ao prédio do jornal. Um companheiro de luta sequestra pessoas dizendo que os matará se a polícia prender os dois irmãos. Acaba por matar 4 destes reféns depois de já ter matado uma estagiária da polícia desarmada e ainda me veem querer convencer que não se deve atacar, seja por charges ou por textos ou por outras atitudes democráticas, este irracional fanatismo que por acaso é ligado ao Islamismo. Buscam induzir mentes que existe uma pontinha de justificativa para se atacar a liberdade de expressão, matando, porque para os seus valores ultrapassaram a liberdade para a falta de respeito...
Não! Vinte vezes não!
Viva a liberdade de expressão!