domingo, 29 de março de 2015

Brasil e Moçambique assinam acordo inédito de cooperação... Será?


Fonte: http://www.noticiasaominuto.com/economia/367877/brasil-e-mocambique-assinam-acordo-inedito-de-cooperacao


Quem conhece na integra os termos deste acordo? Pelo teor da notícia parece vender a ideia de algo bom para os dois lados. Por outro lado, de novo, vejo o Brasil chegando a Moçambique com um acordo desenhado, aparentemente, unilateralmente. Diz a notícia que o acordo foi elaborado pelos Ministérios brasileiros das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior além dos representantes da iniciativa privada brasileira e potenciais investidores, a CNI - Confederação Nacional da Indústria e a FIESP – Federação da Indústria do Estado de São Paulo. Tudo certo. Fico é pensando cá com os meus botões quem terá sido que representou Moçambique e os moçambicanos quando do desenho deste acordo. Será que de novo ficou só nos gabinetes das salas do governo moçambicano, o que já será metade do caminho desperdiçado e fazer com que tudo seja só um acordo de fachada?
Digo “de novo” porque já conhecemos os efeitos desta postura em projetos que vejo até com bom propósito, como o PROSAVANA.
Será que conseguiram colocar lápis e réguas nas mãos de representantes da sociedade civil moçambicana a participarem da elaboração de tal acordo? Serei pessimista se disser que acho que não?
Voltando ao PROSAVANA, que foi um projeto que me fez, em 2012, voltar a Moçambique em companhia de um dos representantes dos sócios da empresa para quem trabalho, para avaliarmos o potencial de investimentos em território moçambicano. Tivemos a oportunidade, eu e o meu colega, de fazemos vários contatos, tanto com representantes do governo, como pessoas ligadas ao Ministério da Agricultura e com um Governador de uma das províncias moçambicanas, esta não localizada na região do PROSAVANA, como também com representantes da sociedade civil e muitos amigos que a vida me plantou na terra onde nasci, no sul e no norte do país.
Dos encontros com representantes governamentais eu saia sempre bastante motivado a induzir a empresa a investir no país. Sentia uma motivação, um otimismo, uma grande crença de todos que era um projeto sério e que deveria vingar trazendo bons resultados, inclusive para a população rural de Moçambique. Cheguei a sonhar que poderia participar de um empreendimento privado que levasse retorno para uma população que tanto precisa de acesso a uma maior qualidade de vida. Tenho até hoje comigo a descrição do projeto, com bastantes informações necessárias para os investidores interessados no projeto. É um projeto bonito. Só não era assinado por nenhum representante da sociedade civil, muito menos representantes da população rural que com toda a certeza seria a que mais receberia impacto com este projeto, positivos ou negativos.
Já quando conversava com amigos, uns ligados à imprensa, outros à agricultura como também de organizações representativas da sociedade civil, saia desses encontros tremendamente desmotivado. O desconhecimento desta fatia da sociedade com as verdadeiras intenções do PROSAVANA era marca registrada. Isso, claro, gerava uma extrema desconfiança das boas intenções dos governos envolvidos e dos investidores.
Dos 4 lápis do lado brasileiro, MDICE, MRE, CNI e FIESP, deveria ter sido sugerido que para o acordo ir em frente era preciso que a sociedade moçambicana estivesse presente, por representantes independentes e escolhidos por eles e não pelo Governo moçambicano. Não existindo isso não é um acordo. É sim um documento que tem como foco principal a proteção ao investidor brasileiro. É claro que qualquer investidor precisa ter garantias mínimas, mas mais do que eles precisam dessas garantias a população menos favorecida de um país pobre e sofrido que não pode ser explorado por isso.
...
Quem serão, ou como serão eleitos os tais provedores que devem intermediar possíveis conflitos de interesse?



 

Acesse no link abaixo a noticia na integra... falta é o acordo na integra...

Investimentos Brasil e Moçambique assinam acordo inédito de cooperação

 

 

sábado, 10 de janeiro de 2015

Eu sou Charlie



Levantam-se vozes questionando o slogan “Je suis Charlie” e o que ele vem representando no pós trauma do atentado ao jornal CHARLIE HEBDO. Nestas vozes há argumentos razoáveis mas há também as mais estapafúrdias argumentações.
É certo que um atentado na Europa, ou no dito mundo ocidental, aparece na mídia como uma força desproporcional em relação a atentados que acontecem em outros pontos do planeta, como por exemplo o que aconteceu hoje na Nigéria onde uma criança de 10 anos de idade foi usada como menina bomba matando 20 pessoas e deixando outros 18 feridos.
É também um fato a preocupação que se deve ter para que o movimento “Je suis Charlie” possa vir a ser mal usado pela ultra direita francesa como por movimentos reacionários e racistas de outros países europeus e de outros continentes.
Mas também me preocupa muito ouvir vozes na linha do politicamente correto aproveitarem o momento para alertar o mundo que há necessidade de respeito ao islamismo. Que o que vimos seja consequência do desrespeito das edições do Charlie Hedbo com o Islã.
Não! Dez vezes não!
Não se pode colocar isso na mesa dessa forma pois alimenta a ideia de justificar e fortalecer o fanatismo religioso. Nunca fui leitor do Charlie Hebo, mas conhecia alguns dos cartoons de algumas das vítimas deste estúpido atentado. Não vejo que eles eram desrespeitosos com o Islã, mas com certeza batiam de frente com posturas fanáticas de pessoas que usam da religião a justificativa para matar ou castrar a vontade individual de optar pelo seu próprio estilo de vida. Como vimos ontem na Nigéria onde o grupo terrorista Boko Haram, que luta por um estado nigeriano islâmico, embrulha uma menina de 10 anos de idade de bombas e a manda explodir-se no meio de um mercado porque diz acreditar que que a educação não islâmica é pecado, o que justificaria este tipo de barbárie. Além do que o fanatismo ligado ao islamismo não era o único tema deste jornal. Nem mesmo o Islã era personagem única quando se falava de questões ligadas às várias religiões instaladas no nosso planeta.
Ouvir gente reverenciando a atitude dos irmãos terroristas de Paris por terem devolvido o cachorro ao proprietário do carro que roubaram para dar continuidade à sua fuga e por terem declarado não matarem crianças e mulheres, é de doer na alma.
Os loucos se armam até os dentes, invadem o jornal e matam 12 pessoas. Para isso ameaçam matar uma criança para a mãe lhes dar acesso ao prédio do jornal. Um companheiro de luta sequestra pessoas dizendo que os matará se a polícia prender os dois irmãos. Acaba por matar 4 destes reféns depois de já ter matado uma estagiária da polícia desarmada e ainda me veem querer convencer que não se deve atacar, seja por charges ou por textos ou por outras atitudes democráticas, este irracional fanatismo que por acaso é ligado ao Islamismo. Buscam induzir mentes que existe uma pontinha de justificativa para se atacar a liberdade de expressão, matando, porque para os seus valores ultrapassaram a liberdade para a falta de respeito...
Não! Vinte vezes não!
Viva a liberdade de expressão!
 


sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Os meios justificam o fim? Depende se é o PT que os usa!


 
Não vou aqui discutir se a colocação do Fernando Henrique foi ou não foi politicamente correta. O que vou aqui afirmar é que burro é quem entende que ignorância seja sinônimo de burrice. Se não é burro sabe que não é, no máximo não quer que os outros saibam, e isso não é sinal de inteligência e sim de “espertice”.
Vou também aqui afirmar que os pobres no Brasil, e não falo dos que um dia foram pobres e que através do que deu certo nos governos do PSDB e do PT passaram a ser classe média, têm sim muito menos acesso a informações que as classes sociais mais privilegiadas economicamente. Como também vou aqui afirmar que quem tem pouca informação não poderá ter uma eficácia na interpretação delas. Afinal como interpretar e entender um conjunto de dados para que possa concluir algo se não tem essas informações para as interpretar? Se eu tiver um dado, eu poderei tentar interpretar e concluir sobre aquele dado. Se eu tiver dois dados, muito possivelmente eu vá ter outras interpretações ao fazer correlações e cruzamento de informações. Não se precisa nem ser inteligente para se concluir isso.

O PT, além da sua passividade em relação à corrupção instalada, mantem de forma exagerada interpretações forçadas para assim induzir o seu potencial eleitorado a concluir em cima de falsos critérios e buscando passar o “mata borrão” sobre as manchas de tinta roxa para ir disfarçando e negando crimes praticados por uma parte considerável dos seus partidários, como esconder outras ineficiências no seu formato de gestão.
Tem gente do PT julgada e presa por serem condenadas por atos de corrupção mas o discurso é de que é tudo mentira! Que tudo isso só acontece nos períodos de campanha. Parece até que o PT está em constante campanha.

Agora anda gente vomitando um monte de informações que veem vindo à tona através de uma investigação da Policia Federal, que inclusive dizem ser eles que veem incentivando para que tal investigação seja feita com toda a autonomia que dão a este órgão, o que é outra mentira do PT, pois tal autonomia quem dá é a nossa legislação e constituição e não um partido político ou mesmo a Presidente da República. Pelo menos enquanto vivermos um estado democrático de direito. Mas tudo o que estão delatando, em nome da transparência PTista, é mentira mesmo ao se perceber coerência entre as informações dos dois presos que negociaram a delação premiada.

A Dilma se diz horrorizada pelas divulgações de depoimentos dos dois acusados de participarem de uma quadrilha montada na PETROBRAS,  mas não comenta absolutamente nada sobre o conteúdo destes depoimentos.
Em novo ataque ao PSDB, Dilma fez a seguinte colocação: "Eles destilam ódio. Eles destilam mentiras. Nós temos que responder com a verdade e a esperança". Imagina se eles, PSDB, como também disseram do PSB e da Marina, desfilam ódio e mentiras, o que é que o PT vem desfilando nestes últimos anos, especialmente no perfil de campanha que o seu marqueteiro desenhou para desqualificar os seus adversários nestas eleições? Mas, claro, o Lula já disse que em campanha presidencial tudo vale. Só esqueceu de dizer que isso vale só para cima dos outros, pois o PT e os seus líderes estão em cima de um pedestal onde a crítica não pode chegar, onde é DEUS no céu e o PT na terra, e para isso não há que avaliar os meios usados por eles pois justificarão o fim... que medo tenho deste fim!

domingo, 21 de setembro de 2014

O que os números das doações falam sobre apoios às campanhas de 2014?

Um dos grandes argumentos do PT amedrontado com o desempenho da Marina Silva nesta campanha é o teórico apoio de instituições financeiras à candidata que um dia já foi ministra do Presidente Lula.
Isso porque uma das coordenadoras de campanha do PSB é a herdeira do patrono do Banco Itaú. Digo educadora porque quando participou na formação do programa do governo do então candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, era assim que Neca Setúbal era tratada pelo PT. Agora é tratada por banqueira.
Mas fico refletindo cá com os meus botões o que o PT, se fosse o transparente necessário, teria a dizer sobre a estrutura paralela de instituições financeiras piratas que os seus partidários vêm usando para usurparem os cofres públicos em nome de apoios à caminhada e governabilidade do país. 


Estruturas organizadas em empresas estatais como os casos que vimos vendo nos últimos tempos na Petrobrás, para não falarmos do já cansado mensalão.  Instituições piratas coordenadas por doleiros com organizações de redes de corrupção institucionalizadas e defendidas por muitos como algo até aceitável para atingirem os ideais políticos do partido... e de punho em riste como se festejassem uma vitória ou que bradassem por uma luta pela vitória.
As instituições financeiras privadas, perto destas redes piratas, são santas!
Depois os meus botões também lembram-me que o tamanho das doações para as campanhas já ultrapassam um bilhão de Reais e que mais da metade foram doações de empresas privadas onde entre as maiores estão instituições financeiras e grandes empreiteiras e até empresas ligadas ao agronegócio. Adivinhem para quem foi a maior parte destas doações? Preciso mesmo dizer que os candidatos do PT foram os maiores beneficiados? Com quem estão as elites, PT? Ou estarão estes empresários enquadrados no estado de espírito dos pobres?
Dizem que em campanha eleitoral vale tudo, menos tirar os olhos. Assim os eleitores é que têm que ter a capacidade de filtrar o que ouvimos dos candidatos e dos que falam por eles. Com essa capacidade de bem filtrar é que se fazem bons eleitores, independente das suas próprias convicções.


sábado, 20 de setembro de 2014

PT(istas) X Classe Média



O PT depois que atingiu o Governo Federal vem se lambuzando como um novo rico. E o engraçado é que tem a nova classe média como inimigo número um. Isso deve ser um problema para o seu programa contra a pobreza, pois transformar a classe baixa em classe média parece ser contra prudente para as suas convicções.

Quer dizer, eles, do PT, veem a classe média como o problema do mundo. Devem ser todos bilionários ou muito pobres. Tipo política dos extremos...


Chavões do PT em relação à classe média:

“Classe média é contra a bolsa família!”

“Classe média é contra as ciclovias em São Paulo!”

“A classe média é reacionária!”

“A classe média é fascista!”

“Classe média não gosta do PT porque...”


Chega-se ao cúmulo de ouvir do Lula a seguinte colocação, referindo-se aos resultados dos governos do PT:

"Oferecemos crédito para a população e graças a isto hoje o pobre ganha mais do que a classe média".

O medo da classe média é tanto que preferem acreditar que os pobres são menos pobres que a classe média, mas jamais classe média, muito menos classe média alta.
Ou seja, hoje para o PT classes sociais não são mais definidas por estatísticas econômicas e sim por estados de espírito, e para ser pobre baixa ser PT.