terça-feira, 17 de dezembro de 2013

História de Moçambique através de anúncios da década de 60 (3)



Mais uma série das propagandas na Voz de Moçambique, nas edições de Abril e primeira semana de Maio de 1963...


















Série 3 (Atual)

Série 4

domingo, 1 de dezembro de 2013

Cuidado! A Fernanda Lima paga impostos...


Ao ler o artigo “Sobre impostos, racismo e um conselho de minha avó (comentário à entrevista de Fernanda Lima)”, me enviado em uma rede social por uma querida amiga, apeteceu-me falar sobre conselhos da avó dos meus filhos.
Entendo as preocupações da Camila, a branca e filha da professora de francês, em relação à concorrência desleal de alunos bem preparados contra aos que por questões econômicas e conjunturais não tiveram a oportunidade de usufruir de uma escola com a mesma qualidade dos que têm, por exemplo, acesso às escolas privadas.
E usando também o direito a um parênteses, devo lembrar que todos pagamos impostos, pelo menos os certinhos, para que entre outras coisas o estado patrocine uma escola com educação de qualidade, para todos, brancos, negros e outros tons. Diria mesmo, ainda que atualmente quase que utopicamente, para ricos e pobres, pois também os mais favorecidos economicamente têm o direito democrático e social a escola pública. E com o direito democrático em mãos temos que cobrar muito para que o estado busque com prioridade máxima incrementar a disponibilidade da vagas nas escolas e universidades públicas, tanto quanto buscar incrementar qualidade nas mesmas. Aprenda-se com o que o “Mais médicos” esteja trazendo de bom para direcionarem também esforços na educação e não quererem apenas cortar caminhos para não se correr o risco de cobrar a conta das injustiças sociais de quem possa não ter também como pagar.
Ainda no parênteses, não entendo porque a filha da empregada pobre tenha que ser negra para ser uma concorrente a menos de uma filha de uma mãe que é professora de francês e branca. Professora e possivelmente não de escola pública. Se a comparação fosse entre uma filha de mãe pobre e de uma filha de família com melhores condições financeiras, não chagaríamos ao mesmo resultado?
Mas indo então para o tema das duas mulheres globais belíssimas, Fernanda Lima e Camila Pitanga, já que se esqueceram que Lázaro Ramos também foi preterido pela opção por Rodrigo Hilbert. Pelo menos é o que dizem os boatos. Pois de confirmação mesmo é a afirmação da Camila Pitanga de que nunca recebeu o convite da Fifa para a apresentação do evento do sorteio dos grupos da Copa. Sendo assim, ninguém voltou atrás. Simplesmente mantiveram o casal que já havia apresentado o emblema oficial da Copa de 2014, feita em Johanesburgo quando da Copa na África do Sul.
Sobre a (des)qualificação do termo usado pela Fernanda Lima “pago os meus impostos”, penso que a Camila, a filha da professora, usou como gancho uma colocação - talvez infeliz? – que não vejo como consistente. Algumas vezes, talvez de forma infeliz, também uso o termo “pago impostos”, especialmente quando me dou como português de nacionalidade, moçambicano por naturalidade, mas cidadão brasileiro ao aqui residir há umas dezenas de anos, pagando os meus impostos em dia, e me dando ao direito de questionar o que acredito não ser tão bom neste imenso país, territorialmente e de potencialidades multirraciais e culturais. Ou seja, o termo “pago impostos” é me colocando ao lado dos demais, nas mesmas condições, e não num pedestal olhando os pecadores de cima.
Temos sim problemas graves de racismo, em algumas regiões chegando mesmo a ser algo que nem mesmo é tão bem disfarçado. No entanto parte do país, tanto por entidades individuais como institucionais, vêm perdendo o rumo trazendo assim prejuízos no formato do combate a tão retrogrado sentimento que é o racismo.
A avó dos meus filhos sempre me disse: “Não mistures valores para justificares outros.”
Sempre li esse conselho da seguinte forma: “Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa!”

Clique aqui para acessar o artigo a que me refiro neste post...