sábado, 5 de dezembro de 2009

20 anos sem Raúl Seixas

O músico brasileiro Raúl Seixas deixou-nos fazem 20 anos. Entretanto a sua música ficou para sempre para aqueles que a apreciam.
Lembro-me quando aqui cheguei, ao Brasil, tinha eu uma dificuldade de entender o meu gosto por um roqueiro brasileiro, meio matreco (brega) competindo com o gosto que tinha eu por um Led Zeplin, Pink Floyd, Jethro Tull e outros gringos de grande envergadura na música mundial.
Mas nunca fugi de ouvi-lo ou mesmo de comprar um LP,sendo inclusive o primeiro que adquiri aqui no Brasil logo no primeiro ano, em 1975, ainda em Itapetinga no interior da Bahia, aproveitando uns Cruzeiros (Cr$) dados por um tio.
Muito mais como forma de revive-lo, egoistamente digamos, do que homenageá-lo, colocarei aqui uns clips de algumas das suas interpretações, começando por a que eu sempre tive como um hino por a ter como um retrato de como eu via, e vejo, um modo de estar voltado para um constante aprendizado de lidar com fatos, palpáveis ou menos palpáveis: falo da música “Metamorfose Ambulante”.


Metamorfose Ambulante


Prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo...


Eu quero dizer
Agora o oposto
Do que eu disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo...


Sobre o que é o amor
Sobre o que eu
Nem sei quem sou
Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator...


É chato chegar
A um objetivo num instante
Eu quero viver
Nessa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo...


Sobre o que é o amor
Sobre o que eu
Nem sei quem sou
Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator...


Eu vou desdizer
Aquilo tudo que eu
Lhe disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo...


Do que ter aquela velha, velha
Velha, velha, velha
Opinião formada sobre tudo...

(Raúl Seixas / Paulo Coelho)












5 comentários:

  1. jorgejla@gmail.com6 de dezembro de 2009 07:09

    Muito bom...
    Em Brasília e com saudades da minha Itapetinga natal fico feliz em sabê-lo conhecedor da praça dos bois, rsrsrrrsr
    forte abraço

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  2. Prezado Jorge,
    Voce me trouxe à lembrança a bela pracinha de Itapetinga, conhecida pela Praça dos bois (Praça Dairy Valley), onde ficava o Hotel Goitacaz.
    De alguma forma Itapetinga também é a minha cidade natal brasileira, pois foi ali que o Brasil iniciou-se para mim quando vim de Moçambique. E festejamos, eu e Itapetinga, o aniversário no mesmo dia, dia 12/12.
    Grande abraço e obrigado pela visita.
    Zé Paulo

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  3. Linda homenagem ao "Maluco beleza"... Vivemos nessa metamorfose ambulante que é a vida... como esquecer que é preciso cantar para se viver? Raul é um canto de vida!...

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  4. Foi bom lembrar esse "maluco" cheio de sensatez, que fazia com ironia, nós os adolescentes daquela época, vivermos loucamente acordados.

    António Maria

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  5. Raul sabia que na verdade as suas músicas eram para ele poder se comunicar, pois já havia lido muito que por ele próprio não seria músico e sim escritor ou actor, ele dizia que fingia que cantava e todo mundo acreditava.

    Era um actor definitivamente! Mas foi o caminho que conseguira para veicular o que precisava dizer

    abraço

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